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Nº 104, 29 de julho de 2013.
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Nossos Talentos
O
colega Valdemir Rosendo, o Dedé, chegou à Embrapa quando ainda era adolescente, aos 16 anos, mas
lembra nitidamente daquele 11 de março de 1980. Nascido em Santa Mariana, no Paraná, ele morou com a
família em várias cidades até encontrar em São Carlos seu primeiro e único trabalho.
Na época, ainda não havia seleção por concurso público para entrar na Embrapa. O pai de Dedé, que sempre havia
trabalhado no campo, conhecia o senhor Belarmino, que o indicou para a Unidade. Assim, os pais e cinco irmãos
vieram morar na colônia. Hoje, dois irmãos trabalham na fazenda: Leni, no sistema de leite, e Rafael, com os ovinos.
Dedé começou como auxiliar na central de inseminação artificial, responsável pela coleta e pelo trato dos animais.
Muito jovem em comparação com os empregados ainda da época do Ministério da Agricultura, decidiu continuar
estudando para se aperfeiçoar.
Enquanto cursava educação física, surgiu uma vaga no almoxarifado, onde está até hoje. Quando assumiu a área, o
controle do estoque era feito por Cardex, um sistema de fichas de papel detalhadas de cada produto. Para atender
ao aumento da demanda, decidiram informatizar o setor no início da década de 90. Foi o primeiro almoxarifado
informatizado da Embrapa. Dedé lembra com orgulho dos colegas de outras Unidades que vieram conhecer a
iniciativa da equipe.
O primeiro almoxarifado em que ele trabalhou ficava onde hoje está a área de limpeza, depois no atual prédio do NCO
e, agora, num amplo galpão próprio, como parte do Setor de Patrimônio e Suprimentos (SPS). Segundo Dedé, hoje o
setor é 85% maior do que na década de 80, e as responsabilidades são diversas: o posto de combustível, o depósito
de adubo, a fábrica de ração e o depósito de mourão. Além disso, também responde pelo estoque de mercadorias,
pedidos, armazenamento do material, controle de usos, etc.
Com 33 anos de serviços prestados à Embrapa, o colega está próximo de alcançar o tempo mínimo para se aposentar,
mas ainda tem alguns anos de trabalho pela frente. Antes de deixar a Unidade, gostaria de ver alguns projetos
realizados, para que o setor acompanhe as novas tecnologias. Ele diz que uma fábrica de ração maior e automatizada
seria um ganho para a pesquisa.
Outro desejo é ter na Unidade empilhadeiras para carga e descarga dos materiais que chegam, poupando o esforço
físico dos empregados de campo. Um exemplo são as rações dos animais - cerca de 50 toneladas são recebidas todos
os meses.
Honestidade
Para o colega, o segredo para
permanecer tanto tempo na
função é ser muito organizado. A
confiança na equipe também tem
sido fundamental.
De acordo com Dedé, no setor de
compras isso é aindamais essencial,
uma vez que os empregados
lidam com o patrimônio e os
recursos da Empresa. "Além de me
identificar muito com o trabalho
de almoxarife, nunca pensei em
mudar de setor porque gosto da
equipe, é muito bom estar com
pessoas em que se confia".
O
rganização
e
confiança
Foto: Larissa Morais