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Nº 108, 26 de agosto de 2013.
2
Notícias
M
elhorar geneticamente as características da
raça bovina Brangus é o objetivo de um dos
projetos da Embrapa Pecuária Sul, iniciado
em março deste ano. Este trabalho, que também
inclui a raça Canchim, está sendo desenvolvido
em parceria com outras três unidades de pesquisa,
Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Gado de
Corte e Embrapa Clima Temperado, além de outros
parceiros. Segundo o coordenador do projeto na raça
Brangus, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sul
Marcos Yokoo, há demandas do setor produtivo por
melhorias em algumas das características da raça.
As duas raças foram desenvolvidas no Brasil em
fazendas governamentais e, no caso do Brangus,
buscou unir a rusticidade do zebuíno (resistência a
parasitas, tolerância ao calor, habilidade materna)
com as vantagens do Angus (qualidade da carne,
precocidade sexual e elevado potencial materno).
Já no caso do Canchim, o cruzamento foi entre o
zebuíno e o Charolês. Na Unidade, a pesquisadora
Cintia Righetti é a responsável pelo projeto.
O objetivo geral da pesquisa é ampliar a base
de fenótipos, de genótipos e os estudos de
características não convencionais para a aplicação
futura no desenvolvimento de três linhagens das
referidas raças. "A primeira
linhagem de Brangus que se
objetiva alcançar é uma que
seja resistente a parasitas,
principalmente ao carrapato.
A segunda é a linhagem
com temperamento mais
dócil e a terceira será uma
linhagem testemunha das
duas primeiras e melhorada
para as características
tradicionais", explica o
pesquisador. Para tanto, estão
sendo utilizados cerca de
300 matrizes Brangus.
As primeiras avaliações
começaram recentemente, no
momento da desmama, aos sete meses de idade. Os
animais receberam marca, brinco de identificação,
vermífugo e os carrapatos foram contados. Também
foi feita a medição de peso e a velocidade de
fuga do brete. Esta última atividade, por exemplo,
pretende inferir sobre o temperamento do animal,
uma das características visadas no programa de
melhoramento. De acordo com Yokoo, as duas
próximas avaliações serão ao ano e ao sobreano
dos animais. "Vamos reunir essas três avaliações e
selecionar os pais para a próxima geração", conta.
Além dessas medidas, também foram feitos exame de
ultrassom nos animais da safra de sobreano.
Para observar o melhoramento genético de gado
de corte é necessário cerca de 10 anos, ou seja
duas ou três gerações. "Cada geração leva entre
quatro e cinco anos para ter a genética atestada,
pois os animais precisam crescer e se reproduzir e
seus filhos serem provados e selecionados. E nós
precisaremos de pelo mesmo duas gerações para
definirmos bem as linhagens com as características
perceptíveis e asseguradas do Brangus", explica o
pesquisador.
Colaboração: NCO/Embrapa Pecuária Sul
U
nidade
colabora
em
projeto
de melhoramento
genético
da
raça
B
rangus
Pesquisa é liderada pela Embrapa Pecuária Sul