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Fique por dentro
Nº 108, 26 de agosto de 2013.
7
Nossos Talentos
N
a semana em que a Unidade completa 38 anos, contamos a história de um dos empregados com menos
tempo de casa. O colega David Sérgio Santana de Andrade é de poucas palavras, sempre quieto, mas
colabora intensamente com a comunicação na Empresa, por meio de suas diversas fotos da fazenda que
são publicadas no informativo interno.
Nascido em João Pessoa, capital da Paraíba, David viveu na terra natal até fevereiro do
ano passado, quando veio para São Carlos. Lá ainda moram sua esposa e as duas filhas.
David completou o ensino médio com pouco mais de 17 anos e decidiu servir o
Exército. Logo em seguida começou a trabalhar no comércio, área onde passou a maior
parte de sua vida profissional. A primeira experiência durou dez anos, no setor de
eletroeletrônicos da antiga Mesbla.
Depois o colega foi vendedor em uma loja de roupas masculinas de grifes famosas num
shopping. Ao mesmo tempo, desenvolvia a atividade de criação de peixes ornamentais
em tanques, principalmente do tipo Guppy (
Poecilia reticulata
). Vários vídeos de suas
criações foram postados por ele no youtube.
David também fez diversos cursos durante a vida, e também trabalhou como agente de
combate a endemias na cidade de Garanhuns, em Pernambuco.
Cansado da correria do comércio, em 2007 ele prestou concurso para o cargo de assistente, com a intenção de se
estabelecer na Embrapa Algodão (Campina Grande, PB) e ficou na lista de espera. No início de 2012, recebeu um
convite para trabalhar na Unidade.
A convocação chegou via e-mail, mas o colega
pensou tratar-se de uma brincadeira. Passou a mão
no telefone e logo ligou para Cássia, do SGP, para
saber se existia mesmo essa oportunidade. Era tudo
verdade. David deixou o ambiente de ar condicionado,
gravatas, camisas e ternos e veio trabalhar na fazenda.
A
daptação
ao
clima
No início o trabalho foi no setor de campos
experimentais. Hoje, David está no manejo dos
animais do sistema de leite. Quando chegou, suas
principais preocupações foram a moradia e o frio.
“Ainda não acostumei com a temperatura, mas a
gente sobrevive”, brinca. Faça chuva ou faça sol, no
calor ou frio, ele se ocupa da ordenha das vacas, da
alimentação dos animais e do trato dos mesmos. Como
nunca havia trabalhado com animais, ele diz que está
aprendendo e gostando muito.
A cada três meses David volta para João Pessoa
para visitar a família. Sua esposa Nair trabalha numa
UTI da cidade. Suas duas filhas, Natália e Daniela,
estudam na Universidade Federal de Pernambuco.
O colega pretende ainda passar uns bons anos na
Unidade. Quando se aposentar, quer deixar o frio e
voltar para a terra natal.
Enquanto isso, David ocupa o tempo livre praticando
seu esporte favorito, a corrida. Morador da colônia,
ele pode ser visto na estrada da fazenda, correndo
nos fins de tarde.
passos
largos
em
busca
de
novas
experiências