Fique por dentro
Nº 112, 23 de setembro de 2013.
7
Nossos Talentos
E
ncontros
e
desencontros
O
pesquisador Frederico de Pina Matta passou por muitos lugares até chegar à Unidade. Nasceu em
Apucarana, no Paraná, onde viveu até os oito anos de idade. Desde então, mudou-se várias vezes, já havia
morado em 12 cidades da região Sudeste, quando chegou a São Carlos.
Filho de veterinários e neto de agrônomo, Frederico seguiu a carreira do avô e formou-se na mesma escola, a
Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Lá ele fez a graduação e o mestrado, e criou fortes laços com
a cidade. “Depois de oito anos em Viçosa, virei meio mineiro. Minha esposa também é mineira, então vivi muito
tempo em contato com as pessoas de lá”.
Frederico e Cinthia da Costa, hoje pesquisadora na Embrapa Instrumentação, namoraram desde a faculdade. Ele
ficou em Viçosa para o mestrado na área de genética e melhoramento, e ela foi para Piracicaba. O doutorado de
Fred foi na Esalq/USP, quando ele saiu da área de genética quantitativa e deu início aos trabalhos com marcadores
moleculares. Pretendia seguir a carreira do pai e ser professor.
Terminado o doutorado, ele foi aprovado em concurso para ser professor adjunto na Universidade Federal do
Espírito Santo, na cidade de Alegre, onde ficou por cinco anos. Enquanto lecionava várias disciplinas, viajava quase
todos os finais de semana para visitar Cinthia.
Tanto tempo longe fez o casal estudar opções para
ficarem juntos. Ambos resolveram prestar concursos para
a região Sudeste. A aprovação no concurso da Embrapa
veio para os dois. Visitaram várias unidades para explicar
a situação e tiveram a sorte de serem chamados para São
Carlos, em 2010.
Atualmente o pesquisador é responsável pelos trabalhos
de melhoramento de Paspalum, coordena as atividades
desse gênero no convênio Embrapa-Unipasto e colabora
com os colegas Rodolfo Godoy e Reinaldo Ferreira no
melhoramento de guandu e alfafa. “Depois de três anos
as pesquisas começaram a se definir, já estou integrado à
rotina da Unidade”, conta o pesquisador.
Bem-humorado e disposto a ajudar os colegas, Fred
é sempre visto com roupas de campo. Ele diz não ter
preguiça de ficar o dia todo no sol, em contato com a
terra. O pesquisador também aproveita esse tempo para
compartilhar e aprender experiências com os colegas de
campo, o que ele considera fundamental.
“Passei por muitas mudanças, tanto de cidade, como
de linhas de trabalho. Não vejo problemas em mudar
de área, desde que haja comprometimento e um
direcionamento correto”, afirma Frederico.
Depois de muitos encontros e desencontros,
recentemente o casal construiu uma casa em São Carlos.
Nos fins de semana, passeiam em São Paulo ou na
represa do Broa, onde sua esposa pratica wakeboard
(esporte aquático em prancha), enquanto ele aproveita a
tranquilidade para ler.
Foto: Camila Passucci