N° 100, 24 de junho de 2013
Fique por Dentro
Fique por Dentro
Pecuária Sudeste
N° 131, 17 de fevereiro de 2014
A
seca histórica que atinge o
estado de São Paulo já causa
prejuízos a experimentos da
Embrapa Pecuária Sudeste.
De acordo com o pesquisador José
Ricado Pezzopane, desde a implantação
da estação meteorológica na Embrapa,
em 1992, não houve precipitações tão
baixas. A média de chuva para o mês
de janeiro é de 270 milímetros. Neste
ano, São Carlos registrou 79 milímetros
de chuva em janeiro. Um volume muito
abaixo da média.
A deficiência hídrica vem desde
meados de dezembro. A produção
da pastagem na Fazenda Canchim
também é bem diferente dos padrões
normais para esta época do ano.
“A imagem dos pastos é a que
normalmente vemos em agosto e
setembro”, conta Pezzopane.
Na pecuária, apesar dos reflexos
serem mais lentos que de outras
culturas, como hortaliças, a estiagem
já causou prejuízos. A pastagem está
seca. “Mesmo com a volta da chuva, a
produção não será recuperada”, afirma.
A lotação animal nos piquetes foi
reduzida. Os bois já estão sendo
levados para áreas ainda não pastejadas
este ano. Outra consequência da seca é
que devido a pouca oferta de forragem,
não haverá muita reserva para o outono
e inverno, período tradicionalmente
seco na região.
Milho na Unidade
– No sistema
iLPF, a plantação de milho também
foi prejudicada.
Dados preliminares indicam que o
milho, usado para fazer silagem,
terá uma queda de 30 a 40%
na produção. Outras áreas nem
chegaram a ser plantadas, devido
à falta de chuva em meados de
dezembro de 2013.
A boa notícia é que essa massa de
ar seco que ficou durante muitos
dias sobre o Estado já perdeu a
força. Nesta semana, a previsão é
de chuvas isoladas. No entanto, a
partir do dia 22 já está previsto um
volume maior.
E
stiagem
afeta
experimentos
na
E
mbrapa
P
ecuária
S
udeste
Foto: Danilo de Paula Moreira
O milho plantado em experimentos da Unidade
terá uma queda de 30 a 40% na produção.