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Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Ano III, n.º 30, 2 dezembro de 2011.
5
N
ossos
T
alentos
Dedicação e persistência, em busca da qualidade
H
á mais de duas décadas, Cristina Picchi acorda cedo e vem para a fazenda de moto ou de carro. Ela, que
começou na Embrapa recém-saída da adolescência, aos 20 anos, já fez faculdade, mestrado e vários cursos
de capacitação, passou pela área administrativa, pelo setor de laboratórios e hoje cuida dos sistemas de qualidade.
“Todas as recordações e momentos da minha vida adulta têm a Embrapa como fundo, não me vejo longe da
empresa”, afirma.
Cris começou a trabalhar na Unidade em 1989, no setor financeiro. Depois, foi transferida para a secretaria
da chefia. Neste período, fez licenciatura em física na USP. Quando recebeu o diploma, foi chamada para o
setor de laboratórios. Porém, teve que adiar o início na nova área, pois no ano seguinte iniciou o mestrado em
engenharia e ciência de materiais, também na USP. A empregada se licenciou da Embrapa para se dedicar aos
estudos em tempo integral.
O fato de trabalhar em uma empresa de pesquisa estimulou Cris a ir atrás do sonho de estudar. “A Embrapa
incentiva os empregados a buscar o saber, e eu acabei ‘contaminada’ por esta sede de conhecimento”, diz. Para
ela, a principal vantagem da empresa é acompanhar sempre o que há de mais moderno no ambiente externo,
tanto em pesquisa como na administração. “Graças a essa postura hoje os empregados mais antigos são muito
qualificados e atualizados”, diz.
Em 2000, Cris voltou à fazenda, direto para o laboratório de nutrição animal, onde ficou até o início deste ano.
Ela agarrou a oportunidade de aplicar seus conhecimentos de ciência, sua maior paixão. “Gostei de atuar na área
administrativa, mas sempre tive espírito desbravador, queria fazer um trabalho mais dinâmico, ligado ao que
havia aprendido na universidade”, explica.
No entanto, como havia estudado física, aprendeu boa parte dos conhecimentos do laboratório na prática.
Acabou desenvolvendo mais um interesse, desta vez pela bioquímica, área na qual pretende fazer doutorado.
“O laboratório é muito interessante porque analisamos vários materiais, e cada um deles exige um método
diferente”.
Enquanto se aproximava da química, Cris se interessou também por sistemas de qualidade. No início do ano,
com a mudança no regimento interno, saiu do laboratório para fazer parte do Núcleo de Desenvolvimento
Institucional (NDI), onde
é responsável pela área. As
primeiras atividades têm sido
feitas nos laboratórios. Segundo
Cris, os sistemas de qualidade
padronizam e formalizam o
conhecimento geral da empresa,
para que ele não se perca quando
empregados antigos deixam a
Unidade, e para que os novos não
tenham que começar do zero.
A ligação com a fazenda é tão
forte que Cris encontrou nela
seus “filhos”. Dois de seus três
cachorros foram resgatados pela
empregada, o primeiro (Dino)
no sistema de leite, e o segundo
(Jack) na portaria. Até nos fins de
semana ela está por aqui, quando
sai pedalando pelos arredores da
cidade.
Foto: Arquivo Pessoal.
Cris e o seu mais recente “filho” encontrado na fazenda, Jack