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Pecuária Sudeste
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Ano IV, n.º 37, 3 fevereiro de 2012.
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Consumo de açúcar deve ser controlado, afirmam cientistas
D
oenças infecciosas foram ultrapassadas, pela primeira vez na história, por doenças não
infecciosas. De acordo com as Nações Unidas, doenças crônicas não transmissíveis como
câncer, diabetes e problemas no coração são responsáveis por cerca
de 35 milhões de mortes ao ano.
Emcomentário publicado nestemês na revista
Nature
, três cientistas
da Universidade da Califórnia em San Francisco destacam outro
responsável pela mudança na saúde pública mundial, além do
cigarro e do álcool: o açúcar.
Os autores afirmam que os efeitos danosos do açúcar são
semelhantes aos promovidos pelo álcool e que seu consumo
também deveria ser regulado.
O consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos.
E, apesar de os Estados Unidos liderarem o ranking mundial do
consumo, o problema não se restringe aos países desenvolvidos.
“Todo país que adotou uma dieta ocidental, dominada por
alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um
aumento em suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas. Há hoje 30% mais pessoas obesas
do que desnutridas”, destacaram os autores.
Mas eles destacam que a obesidade não é o principal problema neste caso. “Muitos acham que a
obesidade está na raiz de todas essas doenças, mas 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal
e terão uma expectativa de vida também normal. Ao mesmo tempo, cerca de 40% das pessoas com
pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão”.
No fim das contas, o problema é maior nos países menos ricos. Segundo o estudo, 80% das mortes
devidas a doenças não transmissíveis ocorrem nos países de rendas média ou baixa.
De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam começar a
controlar o consumo de açúcar. A regulação poderia incluir a taxação de produtos industrializados
açucarados, a limitação da venda de tais produtos em escolas e a definição de uma idade mínima
para a compra de refrigerantes.
Mas, diferentemente do álcool ou do cigarro, que são produtos não essenciais, o açúcar está em
alimentos, o que dificulta a sua regulação. “Regular o consumo de açúcar não será fácil, especialmente
nos ‘mercados emergentes’ de países em desenvolvimento, nos quais refrigerantes são frequentemente
mais baratos do que leite ou mesmo água”.
Fonte: Agência Fapesp
S
aúde