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Pecuária Sudeste
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Fique por dentro
Ano IV, n.º 38, 10 de fevereiro de 2012.
n
ossos
T
alentos
Foto: Larissa Morais
Mila, embrapiana desde o berço
D
esde a infância, as recordações da colega Emília Maria Pulcinelli Camarnado, a Mila, envolvem a
Fazenda Canchim. Nascida na fazenda, filha de um antigo empregado, ela convive com as pesquisas
desde a época do Dr. Viana, antes de a Embrapa ter sido criada.
Aos nove anos, a família se mudou para a cidade, porque o irmão mais velho de Mila precisava continuar os
estudos. Na década de 60, não era fácil sair da fazenda como hoje. “A gente só ia para a cidade nos fins de
semana, era um evento”, lembra.
Da época em que morava na fazenda, na casa onde hoje fica o SGP, Mila se lembra do belo pomar e da
severidade do Dr. Viana. “Tudo era muito rígido, não podíamos andar pela fazenda sem autorização. Para
entrar na sede, tínhamos que trocar de roupa, colocar sapato, senão ele chamava a atenção das crianças”.
Quando terminou o antigo colegial, o pai de Mila avisou que haveria concurso na Embrapa. Aprovada, no
ano seguinte ela começou a faculdade de administração à noite. Dedicada aos estudos, fez diversos cursos
fora e dentro da Embrapa – recentemente, terminou uma especialização na área de ciência da informação.
Mila começou fazendo o registro genealógico dos animais, e depois trabalhou na secretaria da área técnica.
Dessa época, lembra-se de ficar até tarde na fazenda datilografando projetos de pesquisa. O computador só
virou realidade para ela mais de dez anos depois de ter entrado na Embrapa, quando já estava na área de
comunicação.
Na área de comunicação e negócios (antiga ACN), Mila ficou por aproximadamente 20 anos. Desde 2009,
está na biblioteca, onde executa as tarefas de
rotina e cuida também do Projeto Memória e do
banco de imagens da Unidade.
Em todos os setores Mila diz ter encontrado
satisfação. “Sempre me dediquei e gostei de tudo
o que fiz”, afirma. No entanto, ela lembra com
orgulho da contribuição para a área de eventos,
principalmente do Projeto Saúde Brasil e dos
leilões. “Vi o setor crescer, quando comecei
os eventos eram feitos ainda de forma muito
amadora”, diz.
Com mais de 30 anos de trabalho na Unidade,
Mila afirma que as aposentadorias nos últimos
anos têm provocado muitas mudanças. “Sinto
falta dos colegas porque faço parte da geração
que construiu a Embrapa”. Mas a renovação
também e bem-vinda e necessária. “A empresa
era mais familiar, hoje está muito grande e tem
mais recursos para oferecer. Além disso, os novos
empregados chegam com outros conhecimentos,
é uma troca interessante”, diz.
Mesmo com a saudade dos que já saíram, Mila
não pensa em se aposentar tão cedo. “Não sinto
o peso da idade, me sinto muito bem. Gosto de
ficar antenada, de chegar em casa e ter novidades
para contar”. Tanta dedicação faz sentido. Afinal,
a relação com a Embrapa veio de berço.