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Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Ano IV, n.º 40, 12 de março de 2012.
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Especial Dia Internacional da Mulher
Q
uando Cássia
Aparecida Mazzari
começou a trabalhar na
Embrapa, a estrada que
liga a fazenda à cidade
ainda era de terra, e as
mulheres representavam
apenas 20% dos
trabalhadores no país.
Hoje, 34 anos depois,
a participação das
mulheres no mercado
de trabalho já ultrapassa
40%.
Na época, Cássia
trabalhava há pouco
tempo como secretária
na Casa da Agricultura
de São Carlos, ligada
à CATI. Foi lá que a
jovem recém-formada
em ciências sociais ficou sabendo do concurso na Embrapa, e decidiu concorrer na última hora. Como o
acesso à fazenda era difícil, as inscrições foram feitas no prédio onde ela trabalhava.
Sem pensar, Cássia lembra na hora o dia em que começou como secretária da chefia – 9 de maio de 1978.
“Estava acontecendo o leilão anual de animais, não poderia me esquecer”, diz. Só havia uma linha telefônica
para toda a fazenda, e o setor administrativo se concentrava em uma única sala. “Éramos todos uma família,
muito próximos”, afirma. Era tão pouca gente que uma perua buscava cada um na porta de casa.
Doze anos depois, assumiu a função de supervisora de recursos humanos, que ocupa até hoje. Quando chegou
o primeiro computador, era preciso marcar horário para usá-lo.
Nestes 34 anos, Cássia trabalhou com todos os chefes que a Unidade já teve. “Tenho orgulho da empresa
porque ajudei a construí-la desde o começo”. Na chefia, ganhou uma visão ampla da Unidade. No SGP,
aprendeu diversas normas de pessoal e escutou muitas histórias dos empregados e familiares. “O que mais
gosto é do convívio, principalmente com o pessoal de campo”.
A vida de Cássia é de laços sólidos e firmes, não só com a Embrapa. A colega ainda mora na mesma casa em
que nasceu, e onde cuidou dos pais até o falecimento deles. “Sou de uma geração que tem relação muito mais
leal à empresa do que os jovens de hoje, tínhamos uma visão diferente”, afirma.
Em meio à correria dos atendimentos no SGP, Cássia planeja se aposentarem 2013, quando completará
35 anos de Embrapa. Mas, para não perder o ritmo, pretende continuar em atividade. “Quero fazer uma
faculdade ou um curso relacionado à história da arte, e também me dedicar ao meu jardim, adoro plantas”.
Nesta edição, homenageamos a colega Cássia, a mulher que trabalha há mais tempo na Unidade. No
último dia 8, houve uma série de atividades para as empregadas e colaboradoras. Diretores da AEESC
distribuíram rosas. À tarde, houve uma sessão de cinema com pipoca, seguida de uma discussão com
a psicóloga Roseli Arias sobre a mulher contemporânea.
Cássia, a mulher com mais tempo de trabalho na Unidade
Foto: Larissa Morais