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Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Ano IV, n.º 44, 20 de abril de 2012.
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N
ossos
T
alentos
Fotos: Larissa Morais
H
á dez anos, o colega Ismael Brás da Silva vai além dos serviços de manutenção na Unidade e inventa instrumentos e
soluções que ajudam no trabalho de todos. À frente da Associação dos Empregados desde o ano passado, tem feito
várias melhorias no espaço da entidade e na programação de eventos.
Ismael chegou à Embrapa em agosto de 2002, vindo de Miracatu, no litoral sul de São Paulo, no Vale do Ribeira. Na
época, trabalhava como autônomo, mas já havia passado por algumas fazendas, inclusive como encarregado geral. Desde
que começou na Unidade, sempre morou na colônia.
Nos primeiros dois anos, Ismael trabalhou no sistema de leite e com o trato dos animais. Em 2004, foi para a manutenção,
porque já havia feito cursos de eletricista e de cabeamento telefônico. Pouco tempo depois, já no novo setor, a Embrapa
custeou um curso completo de elétrica no Senai.
No Setor de Infraestrutura e Logística (SIL), o colega encontrou a sua vocação: criar soluções para os mais diversos
problemas. Muitas vezes, essas iniciativas se transformam em pequenos equipamentos. Ismael já criou peneiras para o
laboratório de sanidade, suportes para sensores instalados no campo, um aplicador de inseticida, além de um sistema de
proteção a roubos no pivô de irrigação.
Para Ismael, a criatividade vem da experiência e das dificuldades enfrentadas desde cedo, quando começou a trabalhar,
aos 12 anos. “Adoro quando um pesquisador traz um equipamento para eu fazer funcionar, ou quando alguém relata um
problema e me vem logo uma ideia”, afirma.
Além das invenções, o cotidiano de Ismael é resolver todo tipo de “pepinos”: eletricidade, telefonia, sistema fechado de TV
(câmeras de segurança), cabeamentos, fechaduras, cortinas, etc. Às vezes, ele até faz serviços de transporte.
Na Aeesc, Ismael começou como vice-diretor esportivo, em 2007, e depois como diretor esportivo, em 2009. A dedicação
coletiva não é novidade. Em Miracatu, ele conta que sempre participou de associações de bairro.
O colega dedica quase todo o tempo livre à Aeesc. Ele passa os fins de semana e noites comprando itens para o boteco
e pensando em melhorias. Recentemente, Ismael aproveitou gabinetes de máquinas de lavar velhas para fazer lixeiras
recicláveis no espaço da associação. Como se fosse pouco, ainda leva jeito para fazer objetos de artesanato em madeira,
como porta-chaves e bandejas.
Para Ismael, além de permitir exercer a criatividade, a Embrapa também significa melhores condições para a família. Em
São Carlos ele pode dar mais oportunidades de estudo para os três filhos. “Na região de onde vim havia poucos recursos de
trabalho e estudo”, conta. O filho mais velho terminou a faculdade recentemente e a filha do meio estuda administração.
Uma década de criatividade e bom humor