Pecuária Sudeste
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Ano IV, n.º 46, 04 de maio de 2012.
N
ossos
T
alentos
Foto: Larissa Morais
Pesquisadora começou cuidando dos animais da fazenda
M
ineira de Caeté, cidade vizinha a Belo Horizonte, a pesquisadora Márcia Cristina de Sena Oliveira começou
a trabalhar na Embrapa há 22 anos. Com o mestrado recém-concluído na Universidade Federal de Minas
Gerais (UFMG) e dois filhos pequenos, Márcia prestou o concurso para esta Unidade.
Nos primeiros anos, Márcia dividiu-se entre a pesquisa e o trabalho no campo. Naquela época, a Unidade não
tinha um médico veterinário exclusivamente para tratar os animais da fazenda. Veterinária, Márcia cumpriu essa
tarefa por oito anos.
Na pesquisa, desde o início trabalhou com quase todas as doenças que atingem os bovinos, principalmente
leucose, mastite e tristeza parasitária - o doutorado de Márcia foi sobre esta última doença. Nos últimos anos,
a pesquisadora tem se dedicado aos parasitas, e afirma ter mais orgulho dos trabalhos que desenvolveu sobre a
tristeza parasitária e as moscas parasíticas do gênero Cochliomyia.
Para Márcia, o trabalho na Embrapa é gratificante, apesar do estresse próprio da rotina do pesquisador. “A
pesquisa é lenta e isso gera uma certa angústia, mas é preciso se acostumar a se dedicar muito e nem sempre obter
os resultados desejados”, explica. A localização da Unidade é outra vantagem. “Temos o privilégio de estar em
São Paulo, onde podemos firmar parcerias com diversas instituições”, afirma.
As condições de trabalho também melhoraram, segundo Márcia. Quando entrou na empresa, em 1990, o Brasil
não era uma potência do agronegócio como hoje e, por isso, os governos não priorizavam tanto a pesquisa
agropecuária. “Com o tempo houve mais direcionamento e investimento, o que é fundamental, pois não fazemos
nada sem estrutura, laboratórios, pessoal”, diz.
Apesar de ser veterinária, a pesquisadora não tem animais de estimação. No tempo livre, gosta de viajar e ficar
em casa testando receitas, acompanhadas de um bom vinho.