Pecuária Sudeste
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Fique por dentro
N.º 54, 6 de julho de 2012.
N
ossos
T
alentos
R
enata
T. N
assu
e
seus
vários
trabalhos
em
busca
da
qualidade
da
carne
NCO
- Quando descobriu que queria ser Engenheira de Alimentos? Como aconteceu a
descoberta e escolha da profissão?
Renata
- Escolhi o curso de engenharia de alimentos porque achei que seria uma carreira interessante e
diferente. Na época existiam poucos cursos no Brasil e prestei vestibular para a UNICAMP e para a UNESP
(Universidade do estado de SP). Acabei passando nos dois, mas fui para a UNICAMP pois a lista havia
saído primeiro e era mais perto de Mogi das Cruzes, minha cidade natal e onde eu morava na época.
NCO
-
Como aconteceu a sua história profissional com Embrapa?
Renata
-
Fui aprovada em 1ª lugar para assumir o cargo de pesquisadora na área de Tecnologia de Produtos
de Origem Animal, na unidade de Fortaleza. “Para mim a Embrapa era apenas coisa de agrônomo,
mas havia vaga na minha área (Tecnologia de Alimentos). Então prestei o concurso para a Embrapa
Agroindústria Tropical (Fortaleza/CE) e Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ)”.
Há 17 anos faço parte da equipe Embrapa. Trabalhei durante 11 anos na Embrapa Agroindústria Tropical,
e fui transferida para a Embrapa Pecuária Sudeste em setembro de 2006. Fiz pós doutorado durante pouco
mais de um ano no Agriculture and Agri-Food Canadá (AAFC), que é equivalente à Embrapa no Canadá
- órgão de pesquisa ligado ao Ministério da Agricultura em 2010-2011, e trabalhei como pesquisadora
visitante no Lacombe Research Centre onde desenvolvi trabalhos na área de qualidade da carne: influência
da dieta na composição em ácidos graxos na carne, qualidade da carne enriquecida com vitamina E e
influência da embalagem na cor da carne.
NCO
-
Fale de sua rotina de trabalho
Renata
- Na minha rotina me divido em várias atividades: a pesquisa - elaboração de projetos,
planejamento e execução de experimentos, que seria a principal, além de atuar no CTI da unidade, comitê
de revisão do PDU, orientação de alunos de iniciação científica, dar pareceres de artigos científicos. Minha
área de pesquisa é ciência e tecnologia de alimentos, com ênfase em qualidade da carne e análise sensorial
de alimentos.
NCO
- Em quais projetos está envolvida?
Atuo em projetos junto ao pessoal de produção animal, nutrição animal, melhoramento genético e genética
molecular. Os projetos nos quais estou envolvida são o Bifequali, Bifequalicruza, Projeto Temático da
FAPESP Ovinos e também colaborações na rede de Nanotecnologia e projeto de bovinos da Embrapa
Pantanal. Como costumo dizer, lido com o “boi depois de morto”. Junto à equipe, realizamos análise
da qualidade da carne e análise sensorial. Mais especificamente em relação à análise sensorial, mantenho
um painel treinado para avaliação das amostras dos experimentos e sou responsável pelo planejamento,
execução e análise dos resultados de análise sensorial. Trabalhamos principalmente com carne bovina, mas
teremos também carne ovina e leite. Estou planejando também trabalhar com ácidos graxos e com análise
de compostos voláteis para complementar nossas pesquisas.
NCO
- Quais os grande desafios para a área de pesquisa em que atua?
Renata
- O foco do meu trabalho é a qualidade da carne. Para minha área de pesquisa é necessária a visão
geral do sistema de produção da carne bovina e ovina. Produzir uma carne de qualidade, saudável - já que
há muita crítica em relação a comer ou não carne devido a vários fatores de valor nutricional adequado, e
que seja proveniente de animais criados e abatidos sob as regras de bem estar animal. Além disso, devem ser
produzidos de forma sustentável - sem degradação do meio ambiente.