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Pecuária Sudeste
4
Fique por dentro
N.º 56, 20 de julho de 2012.
N
ossos
T
alentos
C
olega
reúne
experiência
em
todos
os
laboratórios
A
lguns colegas estão há tanto tempo na Unidade e conhecem tão bem sua área que podem ser considerados
verdadeiras “enciclopédias” do setor. No caso dos laboratórios, Gilberto César Agostinho, conhecido
como Gilbertinho, é um deles. Empregado da Embrapa desde 1989, ele já passou por todos os laboratórios.
Há 11 anos no laboratório de biotecnologia, ele começou no que hoje é a central de inseminação, onde fazia
todo o processamento do sêmen dos animais. Três anos depois, foi para o laboratório de reprodução. Em 1994,
chegou finalmente ao laboratório de nutrição animal. “Gostei muito porque trabalhava com química analítica,
área na qual havia feito curso técnico”, lembra. Gilbertinho passou ainda pelos laboratórios de forragicultura
e solos.
Hoje, o colega administra a entrada e saída de amostras de DNA no laboratório de biotecnologia. Quando o
material (sangue, na maioria dos casos, sêmen ou tecido animal) chega, ele faz a lavagem - processo em que
as células vermelhas são descartadas, e as células brancas são guardadas para a análise de DNA. Gilbertinho
também faz a esterilização dos materiais.
Outra atividade que ele exerce desde que chegou à Unidade é o controle de entrada e saída de amostras de
sêmen, para o laboratório de reprodução. Como se não bastasse, Gilbertinho ainda conserta alguns aparelhos
de seu setor, resultado de um curso básico de manutenção feito há alguns anos.
Nestes 23 anos, Gilbertinho vivenciou muitas mudanças, não só na Unidade, mas também na pesquisa científica.
Quando começou, ainda não havia as planilhas eletrônicas - por isso, o pessoal de laboratório fazia os cálculos
de resultados de análises no papel. “Nem se falava em DNA, quando este assunto chegou aqui parecia coisa de
outro mundo”, lembra.
Tantas experiências e laboratórios diferentes
deram ao colega uma noção ampla do que é feito
na Unidade, o que Gilbertinho complementa
procurando se informar sobre os diversos
projetos de pesquisa em andamento. “Com essas
informações defendo e divulgo a Embrapa fora
do trabalho. Quando elogiam a Empresa, faço
questão de ‘colocar mais lenha na fogueira’”,
brinca.
Além de orgulho, o envolvimento gera
identificação com os resultados das pesquisas.
Gilbertinho lembra do trabalho intenso para
processar as muitas amostras de DNA do projeto
Bifequali, finalizado em abril. “Quando fizemos
o pedido da patente para marcadores moleculares
fiquei eufórico, senti orgulho de ter contribuído
para uma tecnologia que trará benefícios a todos
que consomem carne”, diz.
E o laboratório de biotecnologia não deve ser
a última parada do colega na Unidade. “Quero
continuar me aperfeiçoando e trabalhar em
outros laboratórios que venham a surgir, além de
continuar transmitindo meus conhecimentos e
macetes”, afirma.
Foto: Larissa Morais