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Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Nº 58, 03 de agosto de 2012.
5
N
ossos
T
alentos
T
écnico
em
segurança
trabalha
com
a
conscientização
dos
empregados
A
té os 17 anos, Leandro Peixoto Escrivani não imaginava que seria um futuro profissional de segurança do
trabalho. Na época, ao se informar nos jornais sobre a profissão, percebeu que muitas empresas estavam
contratando profissionais da área. Aos 18 anos, o colega se inscreveu no curso para técnico em segurança
do trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Aos vinte anos, já formado, o colega
conquistou seu primeiro emprego na área, na empresa metalúrgica Genarex.
Logo percebeu que todo o conhecimento adquirido no curso técnico não seria suficiente para lidar com o
público interno por meio de palestras e treinamentos. “Por conta da dificuldade, da timidez para lidar com
os empregados da empresa nas etapas de treinamento, resolvi buscar mais qualificação profissional”, lembra.
Leandro então se candidatou aos cursos de engenharia do trabalho e pedagogia na Unicep, mas optou pelo
segundo, para aprender a transmitir seus conhecimentos às pessoas.
Após seis meses de trabalho na empresa Genarex, o colega foi para a Proposta Engenharia, onde permaneceu
por um ano. Foi quando Leandro conheceu a Embrapa Pecuária Sudeste. “A Proposta ganhou uma licitação
para fazer uma obra na fazenda, e eu acompanhei o engenheiro na entrega dos documentos. Ao entrar vi um
cartaz sobre o concurso público para técnico em segurança do trabalho, mas confesso que na hora nem me
passou pela cabeça tentar”.
O incentivo e a persistência de Roberto Bertolucci, engenheiro da Proposta, fizeram Leandro se inscrever no
último dia. “Ele me perguntou se eu ia tentar a vaga, respondi que não havia feito a inscrição. Quando vi ele
estava abrindo a carteira e me falando ‘se é por conta de dinheiro, eu te empresto, mas não deixe de fazer a
prova’”, recorda. O colega participou do concurso em 1997 e foi contratado pela Unidade em dezembro de
2000.
Rotina, desafios e conquistas do trabalho
Na fazenda, o trabalho de Leandro é voltado para a prevenção de acidentes. “Minha responsabilidade é que
ninguém fique doente no ambiente de serviço, para isso estamos em um constante processo de transformação
e melhorias”, explica.
Um dos grandes desafios é conscientizar as pessoas de que o risco de acidente existe em qualquer local e,
mesmo que alguma instrução pareça ser boba ou desnecessária, ela deve ser levada a sério para que a rotina
de trabalho não seja interrompida por falta de atenção às
normas de segurança da empresa.
O técnico diz ainda se sentir realizado ao perceber que
seu trabalho incentiva a formação de consciência dos
empregados. “Trabalho com a conscientização quanto aos
riscos de acidentes no trabalho, então não deixo de ser
um educador, e para isso utilizo quatro palavras-chave:
educação, consciência, transformação e prevenção”.
Leandro Peixoto Escrivani é
especializado em manejo de resíduos
agroindustriais pela Universidade
Federal de Lavras (UFLA) e em
higiene ocupacional pela Faculdade
de Ciências Médicas de Minas Gerais
(FCMMG).
Foi docente e coordenador do curso
técnico em segurança do trabalho do
Senac de São Carlos por cinco anos.