Pecuária Sudeste
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Nº 64, 21 de setembro de 2012.
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ossos
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alentos
O BOM FILHO À CASA TORNA
N
este sábado, 22 de setembro, comemora-se o dia do técnico agropecuário. Na Unidade, o colega Henrique
Cesar Barbosa Silva é um dos vários profissionais formados na área. O empregado que hoje tem o sonho
de se tornar veterinário de animais de grande porte entrou para a escola técnica agrícola de Jaú, com 24 anos,
sob a influência de um amigo.
Henrique conta que sempre gostou de estudar mas, com 24 anos, não se imaginava de volta à sala de aula. “Fui
incentivado pelo pai do meu amigo, ele recomendou que eu investisse na mesma carreira do filho. Como éramos
de São Carlos, e o curso técnico era em tempo integral, ele fazia muito gosto que eu fosse estudar com o filho,
que era menor de idade. Eu era o aluno mais velho da turma”, conta.
O curso teve duração de três anos. Após dois anos, Henrique teve de escolher entre dois ramos da profissão,
agricultura ou pecuária. Ele acabou optando por pecuária e fez especialização em manejo de corte.
Concluído o curso, Henrique fez estágio de um mês na Unidade. Como seu serviço foi muito bem reconhecido,
conseguiu uma bolsa de estudos da Fapesp para ficar por mais dois anos na fazenda, em um projeto de manejo
animal coordenado pelo pesquisador Maurício Mello de Alencar.
Após a experiência, foi indicado por Maurício e o colega Nacir Paranhos para o cargo de administrador na
fazenda Atenas, onde trabalhou por cinco anos. Também passou quase dois anos na usina Santa Helena, em
Mato Grosso, cujo gerente era seu amigo do curso técnico.
Finalmente, em 2009, ele conseguiu voltar à Unidade, por meio de convocação para o cargo de assistente C,
como vaqueiro no manejo de gado de corte. Todos os dias Henrique faz a ronda pela fazenda, para checar
se existem animais doentes, cercas quebradas, entre outras ocorrências, além de atividades esporádicas como
pesagem dos animais e coleta de sangue.
Henrique se diz muito feliz com a escolha da profissão. “Estou no lugar certo, pois sempre gostei do campo e,
quando era mais novo, andava pelas estradas da fazenda e pensava: um dia ainda vou trabalhar aqui.”
De acordo com o colega, toda a família é apaixonada pelo campo. “Minha mulher é pedagoga, mas fez um
curso de auxiliar de veterinário, e minha filha de cinco anos
também quer ser veterinária. Sempre andamos a cavalo nos
finais de semana.”
D
esafio
diário
O colega ressalta que seu maior desafio no trabalho é ter
foco e agilidade nas atividades diárias, pois sempre ocorrem
situações imprevisíveis, nas quais ele deve estar preparado para
solucionar o problema. Esta semana ele e três colegas tiveram
que auxiliar na interferência no parto de um bezerro muito
grande e que estava enroscado. O grupo agiu rápido para evitar
a morte do bezerro e da mãe, intervenção fundamental nesses
casos.
“Acredito que o trabalho do pessoal de campo é muito
importante, pois nós contribuímos para a pesquisa quando
deixamos o animal em condições de ser analisado”, finaliza.
Foto: Débora Camargo
A equipe do NCO parabeniza Henrique e
todos os profissionais que atuam como técnicos
agropecuários na Unidade!