Pecuária Sudeste
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Nº 68, 19 de outubro de 2012.
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Fotos: Larissa Morais
N
ossos
T
alentos
C
asinha
tropical
e
cocho
trenó
são os maiores orgulhos do
colega
A
ndré
J
á faz mais de 15 anos que André Pedroso criou a casinha tropical e o cocho trenó, mas ainda hoje o pesquisador
é procurado por jornalistas e produtores para explicar seu funcionamento. Para o colega, este é o maior orgulho
do trabalho de 23 anos na Embrapa.
O jovem agrônomo mineiro formado em Lavras (MG) estava fazendo o mestrado na Esalq/USP quando foi
aprovado no concurso. André começou na Empresa em uma fazenda experimental localizada no Distrito Federal,
na época pertencente à unidade Gado de Leite, hoje à Cerrados. Lá ele trabalhou com sistema de produção de leite
para gado confinado. Esta fazenda foi pioneira no uso do sistema free stall para confinamento de gado leiteiro
no Brasil.
Durante os três anos e meio que ficou no Centro-Oeste, André se casou com uma conterrânea de Pouso Alegre
(MG) e teve seus dois filhos. No final de 1992, transferiu-se para a Unidade. Na fazenda Canchim, o pesquisador
continuou o trabalho com manejo e nutrição de gado de leite. Nos primeiros anos o colega Artur Chinelato foi
seu parceiro constante nas atividades de difusão de tecnologias. “Ministrei quase cem palestras para produtores.
Gostava muito desse contato direto, saber o que o setor produtivo quer”, lembra.
Enquanto trabalhou com manejo do sistema de leite, por dez anos, André desenvolveu os projetos da casinha
tropical e do cocho trenó. Para ele, foram os mais gratificantes em seu trabalho na Embrapa, porque os produtos
se espalharam por todo o país e até hoje são procurados. “A casinha e o cocho são como a invenção dos palitos
de fósforo: relativamente simples, mas muito úteis”, afirma.
A partir de 1994, começou a se interessar pela área de conservação de forragens, quando foi assistente por um ano
do consultor isralense Gilad Ashbell na Unidade. Após o retorno do doutorado em ciência animal e pastagens,
em 2004, passou a dedicar-se a esse tema, especificamente ao desenvolvimento de aditivos para ensilagem de cana-
de-açúcar, na época inédito na Unidade.
Três anos depois, fez o pós-doutorado na Universidade da Flórida sobre sanidade de silagens. O tema conservação
de forragens ainda faz parte do cotidiano de André. Porém, desde o ano passado, ele tem dedicado boa parte de
seu tempo a um novo desafio. O pesquisador é o líder do projeto componente Mata Atlântica da rede Pecus,
projeto de pesquisa sobre pecuária e efeito estufa.
Para André, além da novidade, uma das principais vantagens do Pecus é voltar a estar em contato constante com
o trabalho de campo. E a ligação com a terra vem de longe. Filho de produtores, o pesquisador gosta de passar o
tempo livre em contato com a natureza.