Pecuária Sudeste
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Nº 72, 23 de novembro de 2012.
Núcleos Temáticos discutem discutem iLPF e
futuro dos rebanhos de corte da Unidade
O
s sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e o que fazer com os rebanhos de corte da Unidade
foram os assuntos abordados na última reunião dos Núcleos Temáticos, ocorrida na segunda-feira (19).
O pesquisador Alexandre Berndt deu início ao encontro com a apresentação “Futuras pesquisas com bovinos de
corte e uso racional dos rebanhos de cria da Unidade”. Primeiro, ele apresentou a situação atual: poucos recursos
humanos e financeiros, mas muito trabalho; encerramento de um ciclo de cruzamentos que começou em 1998 e
terminará em 2014; novas demandas de pesquisa, com temas como sustentabilidade e genômica.
Alexandre informou que a Unidade possui cerca de 900 matrizes nos rebanhos de corte. Destas, 354 são da raça
canchim, e 310 são nelore. Entre os principais projetos de pesquisa que utilizam estes animais estão o Pecus (iLPF
e Corte), BifeCruza e Mate. Porém, o prazo final vai até 2013 ou 2014.
Já os rebanhos cruzados serão usados nos projetos apenas até 2015. Por isso, Alexandre iniciou a discussão com os
colegas presentes quanto ao uso futuro desses rebanhos, de forma eficiente e racional. O pesquisador apresentou
algumas ideias, como uma continuação do Pecus, projetos de melhoramento de nelore e de nutrição embrionária,
entre outros. Essas sugestões devem ser discutidas em futuras reuniões.
Sistemas integrados de produção
A segunda apresentação fez parte da série de discussões dos Núcleos Temáticos sobre as metas amplas do PDU.
Os resultados de pesquisa e transferência de tecnologia em iLPF na Unidade foram mostrados pelos pesquisadores
José Ricardo Pezzopane e Maria Luiza Nicodemo e pelo supervisor do SGTT, Carlos Eduardo Santos.
Pezzopane falou sobre a importância dos sistemas integrados, adotados hoje em 1,6 milhão de hectares no país,
principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. O potencial de expansão é de 55 milhões de hectares , incentivado
por programas de financiamento agrícola como o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). Segundo o
pesquisador, a Unidade tem hoje quatro projetos de pesquisa em andamento envolvendo iLPF.
Na área de TT, Carlos Eduardo explicou que as pesquisas em iLPF geram principalmente práticas e processos a
serem transferidos. Produtos, serviços e metodologias são menos expressivos.
Para que esses conhecimentos cheguem ao produtor rural, é fundamental se inserir no processo de extensão. Um
exemplo do relacionamento da Unidade com a extensão é o Fórum Paulista de iLPF, fundado em 2011 e que reúne
técnicos da APTA, da CATI, do IZ, entre outras entidades. Esse grupo acompanha as unidades demonstrativas
espalhadas pelo Estado e define ações para implantação e desenvolvimento de sistemas integrados de produção.
Apesar dos avanços, foram apontadas algumas deficiências que dificultam o alcance da meta ampla do PDU
relacionada a iLPF: “Disponibilizar técnicas ou processos agropecuários para sistema iLPF”. Entre elas, a
manutenção das áreas experimentais, a necessidade de um fitotecnista na equipe, modelagem, definição de espécies
arbóreas com potencial de uso, formalização de parcerias institucionais, análise econômica dos sistemas, etc.
Foto: Danilo de Paula Moreira
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