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Pecuária Sudeste
N° 75, 18 de dezembro de 2012
Agenda da Semana
Embrapa Pecuária Sudeste
Grupo visitou indústria de colágeno
programa Bifequali TT faz visita a frigorífico da JBS em Lins
C
onhecer de perto as necessidades do mercado para melhor
transferir as tecnologias. Este foi o objetivo da visita de
quatro colegas da Unidade ao frigorífico da JBS em Lins, nos
dias 12 e 13, como parte das atividades do programa Bifequali
de Transferência de Tecnologias.
Os pesquisadores Cintia Righetti e Manuel Jacinto e os analistas
Adilson Malagutti e Thaisy Sluszz foram recebidos com um
almoço, no qual provaram a carne Swift Black, certificada pela
JBS. À tarde o grupo visitou toda a planta do frigorífico: as áreas
de abate, desossa, preparação dos cortes, triparia (onde são feitos
os subprodutos) e setor de industrializados.
No primeiro dia os colegas também conversaram com o
responsável pela compra de animais para abate. Segundo
Malagutti, o que o frigoríficomais precisa é de lotes padronizados,
ou seja, o maior número de animais possível, com as mesmas
características.
Na conversa ficou claro que deve haver maior integração entre o
pecuarista e o frigorífico, para que o primeiro saiba exatamente
o que deve produzir. “Vários mercados não querem carne com
gordura, por exemplo. Mas, se o pecuarista não tem essa relação
com o frigorífico, vai investir tudo em animais com capa de
gordura, e vai deixar de atender a uma demanda de mercado”,
explica o analista.
No dia seguinte, os quatro colegas visitaram o curtume e a
planta de biodiesel, feito a partir do sebo dos bovinos. A visita
terminou na NovaProm, empresa que produz colágeno com a
pele dos animais. Esse colágeno é utilizado para dar textura a
produtos como hambúrgueres, presunto e embutidos.
Para Malagutti, que nunca havia visitado um frigorífico, chamou
a atenção a quantidade de produtos originados dos bovinos, e o
aproveitamento de toda a carcaça do animal. Já a pesquisadora
Cintia, que já conhecia a indústria da carne bovina, ficou
impressionada com o desenvolvimento de novos produtos,
como o biodiesel.
Ambos concordam que a visita foi muito útil para conhecer
melhor as preferências dos frigoríficos e, assim, transferir
tecnologias aos pecuaristas com mais eficácia. “Percebemos que
as exigências da indústria são muito básicas, são questões ligadas
a manejo alimentar e sanidade. Por isso, o Bifequali TT deve
partir de tecnologias simples, que vão melhorar o produto que
chega aos frigoríficos. Dessa forma, o pecuarista poderá negociar
o preço em melhores condições”, afirma Cintia.