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Pecuária Sudeste
N° 78, 18 de janeiro de 2013
Agenda da Semana
Embrapa Pecuária Sudeste
A
pesquisadora Lea Chapaval obteve
esta semana o visto para fazer um
pós-doutorado por três meses nos Estados
Unidos. A partir de 11 de fevereiro, a
colega vai estudar o gênero de bactérias
Wolbachia
,
que infecta alguns dos
principais parasitas dos ruminantes, como
a mosca-dos-chifres, os carrapatos de
bovinos e a mosca-das-bicheiras
.
O pós-doc de Lea será realizado em
parceira entre o
The Johns Hopkins
Hospital e o New York Blood Center
(Centro de Sangue de Nova York),
com orientação da pesquisadora Sara
Lustigman, Ph.D. em parasitologia
molecular.
Fundado em 1889, o Johns Hopkins é
um dos hospitais mais renomados nos
EUA, e foi pioneiro na combinação
de atendimento a pacientes, pesquisa e
ensino.
Nos Estados Unidos, Lea irá estudar a
infestação de mosquitos da malária por
Wolbachia
, que é o foco do trabalho de
Sara. Segundo a pesquisadora, o objetivo é
trazer as técnicas utilizadas lá e adaptá-las
para carrapatos e moscas no Brasil.
Com essa caracterização inicial será
possível identificar no futuro linhagens
promissoras de
Wolbachia
para o controle
de parasitas na pecuária e definir novas
estratégias de controle integrado.
A identificação da relação entre
a
Wolbachia
 e o parasita pode contribuir
para o desenvolvimento de novas estratégias
de controle parasitário que minimizem
a utilização de pesticidas nos sistemas
pecuários de produção. Garantindo, assim,
alimentos mais seguros para a população,
com menos resíduos, e diminuindo as
barreiras sanitárias determinadas pela
presença de contaminantes pesticidas nos
alimentos de origem animal.
Apesar de possuir o maior rebanho
comercial do mundo, com mais de 200
milhões de cabeças de gado, o Brasil
enfrenta problemas de aceitação de sua
carne em outros países, principalmente por
fatores ligados à sanidade dos animais. “A
presença de endo e ectoparasitas está ligada
ao menor ganho ou à perda de peso, além
da predisposição a outras doenças. Tudo
isso gera perdas econômicas, que podem
ser evitadas com o controle de verminoses”,
afirma Lea.
Para a pesquisadora, a oportunidade
nos EUA colocará a Unidade entre as
instituições pioneiras no Brasil nos
estudos de controle biológico por meio de
bactérias e insetos que se relacionam por
simbiose, como é o caso da
Wolbachia.
Até
o momento, apenas a Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz) tem trabalhos nessa área,
porém, com o mosquito da dengue.
Pesquisadora fará pós-doc em um dos principais hospitais dos EUA