Pecuária Sudeste
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Nº 79, 25 de janeiro de 2013.
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NCO R
ecomenda
A gente adora floresta de pinheiros
Texto adaptado do original publicado na
Magazine da Petrobras
S
emanas atrás, numa reunião de trabalho, ouvi a seguinte frase: “A gente adora ‘floresta de
pinheiros’. Todo mundo igualzinho, que não cria problema, que pensa igual...”
De maneira geral, em nossas cabeças,
a inovação parece ser algo que ocorre quase que por acaso
.
Imaginamosque,derepente,alguémtemumaideiabrilhanteetudoacontece. Issopodeatéserverdade,mas
muitasempresasjádescobriramqueelanãoéfrutoapenasdoacaso.
Ainovaçãoéresultadodeprocessos,
foco e cultura corporativa
. Desenvolver um senso contínuo de inovação nos colaboradores parece ser
hoje prioridade da maioria das empresas, independentemente do tamanho e do segmento de atuação.
A
inovação genuína e contínua
no ambiente de trabalho exige algumas precondições básicas. Uma
delas é a
diversidade
. E entenda diversidade num espectro bem amplo. Estou falando de diversidade
de ideias, comportamento, formação, idade, experiências, cor, raça, senso e cultura.
A diversidade, contudo, não serve de nada se não existir um
ambiente organizacional aberto e
fomentador
para a troca de ideias. A imagem do Professor Pardal, sozinho, tendo uma ideia brilhante
é divertida, mas é uma ilusão.
A inovação acontece a partir do conflito sadio de opiniões,
experiências, visões e perspectivas
.
Quanto maior a pluralidade e o número de interações
entre as pessoas, maior será a probabilidade de surgirem ideias e pensamentos inovadores
.
A unanimidade leva a gente quase sempre para o mesmo lugar
. Para as empresas que enfrentam
um mercado cada vez mais competitivo e disruptivo - onde novos modelos de negócio e competidores
criativos aparecem a todo momento -, a capacidade de inovar não é mais apenas uma questão para
superar a concorrência. É questão de sobrevivência.
A habilidade de inovação de uma empresa é
potencializada ao máximo quando acontece a
colaboração espontânea
entre pessoas com
pensamentos diversos, que tenham liberdade
e vontade de falar e opinar, quase como que
tomando umchopinho namesa de umbar no final
de semana. As empresas estão descobrindo que
essa liberdade de conversar é importante. Juntar
grupos heterogêneos de dentro e fora da empresa
é uma saudável forma de oxigenar a organização
e descobrir oportunidades de inovação desde a
retaguarda até as linhas de frente do negócio.
As
mídias sociais aparecem como ferramentas
fundamentais nesse novo ce
nário
. Mas essa já é
outra história.