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Pecuária Sudeste
4
Fique por dentro
Nº 80, 1 de fevereiro de 2013.
Fora de hora
V
ocê está acostumado a dar uma “fugidinha” das obrigações cotidianas para espiar o que os seus amigos acabaram de
postar no Facebook? Cuidado! Desvios, aparentemente inofensivos, para checar e-mails pessoais, xeretar se alguma
celebridade está com outro affair ou assistir ao novo hit do Youtube têm um nome:
cyberslacking
, que tem sido tratado
com olhos atentos pelos gestores das empresas.
A soma desses poucos minutos que a mente fica desconcentrada pode comprometer o seu desempenho profissional,
consumindo preciosas horas de serviço. Segundo uma pesquisa de múltipla escolha feita pela consultoria Triad PS, 62,3%
dos entrevistados simplesmente se perdem em outros assuntos na internet.
Muitas vezes, tem-se a impressão de que a procrastinação é provocada apenas pela falta de vontade em realizar uma
atividade específica. Contudo, o número apresentado pela pesquisa é maior do que os dos itens “preguiça” (44,1%) e “falta
de energia para iniciar a tarefa” (60,4%). Ou seja, o ânimo existe, falta apenas foco no que precisa ser feito.
“Claro que ninguém é robô trabalhando oito horas por dia sem interrupções. Não sou contra as redes sociais, não. Só
acho que precisa ter um limite, senão o pessoal se perde, mesmo sem querer”, diz Christian Barbosa, especialista em gestão
do tempo e autor do livro Equilíbrio e Resultado: Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer (Editora Sextante).
Estudo da Online College, portal que reúne várias instituições de ensino nos Estados Unidos, mostra que um funcionário
desperdiça cerca de 2,1 horas todos os dias com interrupções e distrações, incluindo sites não relacionados com o
trabalho. De acordo com o instituto, levando em consideração os dias úteis, o ano fecha com um total de 546 horas não
aproveitadas.
Mas o que nos leva a abandonar aqueles compromissos
importantes e ficar absorto na internet? “Ausência
de acompanhamento por parte da empresa, que não
estabelece regras claras quanto ao que pode ou não ser
acessado ao longo do expediente”, analisa Márcia Rizzi,
professora do curso de Administração do Tempo, na
Integração Escola de Negócios, em São Paulo.
Segundo Barbosa, muitos fatores isolados já estão dentro
do monitor do computador, como uma tentação. “Ficar
com o e-mail aberto aumenta as interrupções e deixa a
sensação de sempre ter uma série de coisas para fazer;
um navegador cheio de sites favoritos torna-se uma
tentação; e usar aplicativos de troca de mensagens, como
Messenger ou Google Talk, sem deixar no status invisível
ou off-line quando estiver mais ocupado.”
C
opo meio
cheio
ou meio
vazio
Entretanto, a internet pode, sim, ser uma poderosa
aliada. Se analisado sob outro ponto de vista e bem
aproveitado, o
cyberslacking
renova as energias que
faltavam e, mais, traz oportunidades de negócios.
“Redes sociais fazem parte da vida e do tempo de todo
mundo hoje em dia: ajudam a impulsionar muitos
acordos, geram networking, possibilitam a contratação
de pessoas e a busca por informações, e ajudam a relaxar
e a se comunicar. Devemos, como em qualquer outra
ferramenta, nos preocupar com o seu uso consciente”,
aponta Barbosa.
O foco naquilo que importa também é essencial. Afinal,
os computadores são capazes de executar muitos serviços
de uma vez, mas o mesmo não acontece com os seres
humanos. Um estudo da Universidade de Utah (EUA)
mostra que apenas 2% das pessoas conseguem ser
multitarefas.
Fonte: Revista Administrador Profssional nº 315
NCO R
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