Page 4 - Boletim

This is a SEO version of Boletim. Click here to view full version

« Previous Page Table of Contents Next Page »
Pecuária Sudeste
4
Fique por dentro
Nº 84, 8 de março de 2013.
N
otícias
PesquisadoravoltaàUnidade até abril
Ademir Sylvestre
04/03 a 02/04
Aparecida de Fátma T. Rocha 04/03 a 15/03
José Carlos da Silva
21/03 a 19/04
José Severino Cândido 25/03 a 23/04
Escala de Férias - Março 2013
N
a última semana de fevereiro, a pesquisadora Marcela Vinholis defendeu a tese
de doutorado em engenharia da produção na Universidade Federal de São
Carlos. Com o título "Fatores determinantes da adoção da certificação SISBOV/
TRACES na pecuária de corte do Estado de São Paulo", o trabalho foi orientado
pelo professor Hildo Meirelles de Souza Filho.
Participaram da banca os professores José Flávio Dinis Nantes, Fabio Ribas
Chaddad e Luiz Fernando de Oriani e Paulillo, além do chefe-geral da Unidade,
Mauricio Mello de Alencar. Aprovada a tese, agora Marcela prepara-se para voltar ao
trabalho na Unidade, após quatro anos de afastamento. Segundo a pesquisadora, o
retorno deve ocorrer até abril. Confira a entrevista com a colega sobre o doutorado.
Por que a escolha deste tema?
Diante do cenário mundial de escassez de alimentos, o Brasil posiciona-se como
um dos principais países com aptidão para a produção de alimentos e fibras.
A pecuária bovina ocupa papel de destaque. O Brasil possui o segundo maior
rebanho efetivo do mundo, com 171 milhões de cabeças de bovinos (IBGE,
2006) e, a partir de 2004, assumiu a liderança nas exportações de carne bovina. 
A inserção no mercado internacional trouxe novos desafios e exigências à pecuária
nacional. A adoção de práticas e procedimentos que derivam de sistemas de
gestão da qualidade – como a rastreabilidade e a certificação – tornam-se cada vez
mais relevantes à competitividade das cadeias produtivas, principalmente aquelas
voltadas à exportação.
Juliana Gonçalves Costa 04/03 a 15/03
Mara Angelica Pedrochi 25/03 a 13/04
Paulo Henrique Marques 25/03 a 13/04
Reinaldo de Paula Ferreira 15/03 a 03/04
Agrônoma formada pela Esalq/
USP, Marcela fez mestrado em
engenharia da produção, na UFSCar,
sobre rastreabilidade. Trabalha na
Embrapa desde 2005, na área de
custos de produção e coordenação
de cadeias produtivas.
Para atender ao rígido mercado da União Europeia (EU) àquele mercado, em 2002, o Brasil normatizou
o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina).
A certificação da propriedade rural pelo SISBOV é condição necessária, mas não suficiente, para exportar para o mercado
europeu. A propriedade deve, ainda, participar da lista TRACES. Esta é uma rede criada pela União Europeia para a saúde
animal que notifica, certifica e monitora o comércio de animais e de produtos de origem animal.
Noentanto,adifusãodacertificaçãoSISBOV/TRACESébaixaentreospecuaristasbrasileiros.Emfevereirode2010,apenas1.895
propriedades ruraisadotavamoSISBOVe tornaram-seaptasparaexportaçãoparaUEnoBrasil, sendoque137localizavam-seem
São Paulo (MAPA, 2010). O trabalho investigou então por que alguns pecuaristas adotamesta certificação emuitos outros não.
Como este estudo contribuirá para seu trabalho na Unidade?
Rastreabilidade é um tema estratégico para a pecuária, faz parte do PDU e temos trabalho de pesquisa sobre isso.
Você fez uma parte do doutorado nos Estados Unidos. Como foi essa experiência?
Foi gratificante. A experiência no departamento de economia agrícola da Universidade de Missouri contribuiu para a
troca de experiência com outros doutorandos, pesquisadores e professores daquela instituição, o que abre um caminho
interessante para trabalhos futuros. No mesmo período visitei o ARS (empresa de pesquisa agropecuária dos EUA) em
Fort Collins, Colorado, e participei de uma reunião organizada pelo Labex USA. Foi uma satisfação conhecer de perto o
excelente trabalho desenvolvido pelos Labex USA e Europa e conhecer as pesquisas desenvolvidas em parceria nos EUA e
na Europa por colegas da Embrapa em diferentes áreas do conhecimento.
Foto: Danilo Moreira