Pecuária Sudeste
N° 88, 5 de abril de 2013
Agenda da Semana
Embrapa Pecuária Sudeste
D
urante esta semana alguns colegas que trabalham no campo aprenderam técnicas para “fazer a unha” e “calçar” os cavalos
da Unidade. Nove pessoas fizeram um curso de casqueamento e ferrageamento, com duração de cinco dias. O treinamento foi
ministrado por Sérgio Ricardo Feitosa, professor do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e ferrador autônomo há 13 anos.
Como ocorre com as unhas dos humanos, os cascos dos cavalos crescem
constantemente, de 0,6 a 0,8 centímetros por mês. Por isso, é necessário
fazer o nivelamento, ou casqueamento, a cada 30 dias, em média. Neste
procedimento o casco é lixado, limpo e corrigido para que o animal
mantenha o equilíbrio. Sem o casqueamento, o cavalo fica desequilibrado,
o que força as articulações e pode até provocar doenças, principalmente por
fungos.
Segundo Feitosa, são necessárias diversas ferramentas: uma escova de aço
para limpar o casco, uma grosa (lixa) para nivelá-lo, um alicate torquês para
cortar o excesso, duas facas (rineta e loop), um compasso para tirar medidas
e um tripé.
Já o ferrageamento é o processo de pregar ferraduras nos cascos dos
equinos. Isso é importante porque o casco vai sofrendo desgastes, levando
o cavalo a mancar, ter desvios de aprumos, demonstrar fadiga, etc. Assim,
a ferradura protege, dá aderência e melhora o desempenho. De acordo com
Feitosa, seria como colocar sapatos no animal.
Para os colegas do Setor de Manejo Animal, o curso é uma oportunidade
de atualizar os conhecimentos e aprimorar o trabalho. Em 33 anos de
Embrapa, o colega Nacir Paranhos lembra ter feito apenas um treinamento
de casqueamento, há mais de dez anos. “Nunca tinha feito curso de
ferrageamento, é sempre bom saber mais. Com a teoria fica mais fácil
entender o que fazemos no curral”, afirma.
O médico veterinário da Unidade, Raul Mascarenhas, havia feito apenas
um treinamento simples sobre o tema durante a graduação. Para ele, o
mais interessante foram as explicações com detalhes das articulações do
cavalo. “Esse conhecimento ajuda a entender o quanto o casqueamento é
importante para prevenir problemas motores, atuais ou futuros”.
Segundo Raul, a Unidade tem hoje 44 cavalos, incluindo potros.
Empregados fazem curso de casqueamento e ferrageamento de equinos
Alunos e o instrutor do curso (de camisa listrada, ao lado do cavalo).
Os três colegas agachados seguram as lixas para o casqueamento