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Pecuária Sudeste
N° 90, 22 de abril de 2013
Agenda da Semana
Embrapa Pecuária Sudeste
Embrapacompleta40anos
Fundamental na revolução da pesquisa agropecuária no Brasil, a Embrapa continua investindo na geração de
conhecimentos e tecnologias, mantendo uma visão estratégica frente aos desafios do futuro.
C
riada em 26 de abril de 1973 como principal instrumento na reformulação da pesquisa agropecuária brasileira, a Embrapa
foi parte efetiva da revolução agrícola que tornou o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologias para agricultura tropical.
Nesse período, o País deixou uma situação de insegurança alimentar e passou a ser um dos maiores produtores de alimentos do
mundo. O crescimento da oferta para o mercado interno superou rapidamente a curva de crescimento da demanda, provocando
uma queda de 50% no valor da cesta básica, entre 1975 e 2011.
Essa verdadeira revolução no campo é fruto do trabalho conjunto da Embrapa, das instituições estaduais de pesquisa e extensão, de
universidades e do setor produtivo, que apostou nas tecnologias geradas pela pesquisa. Essas inovações ajudaram a mudar o cenário
brasileiro com incremento de produção, produtividade e impulsionando a competitividade, com sustentabilidade.
No segmento de grãos, por exemplo, a produção cresceu por volta de 400%, enquanto a área cultivada aumentou cerca de 80%. Em
1972, a safra foi de 30 milhões de toneladas numa área de 28 milhões de hectares. Hoje, a área plantada com grãos no Brasil é da
ordem de 50 milhões de hectares e a produção ultrapassou 166 milhões de toneladas.
Esses avanços são fruto de inovações como o melhoramento genético, que gerou cultivares adaptadas às condições de produção
tropicais; a transformação de largas extensões de terras inadequadas à produção, em especial dos cerrados, em solos férteis, aptos
para a agricultura, além do desenvolvimento de sistemas de produção e sistemas de produção adaptados às diversas regiões do
País, com base em técnicas de adubação – em especial a fixação biológica de nitrogênio –, controle de doenças e pragas, rotação de
culturas e recuperação de pastagens entre outras tecnologias.
A adoção de tecnologias na pecuária também proporcionou a modernização do setor, justificando o aumento da produção pelo
incremento da produtividade e não pela expansão da área de pastagens. Como resultado, o País ampliou em quatro vezes a
produção de carne bovina e triplicou a de carne suína.
Pesquisas nas áreas de sanidade animal, genética, reprodução, nutrição, manejo de pastagens e melhoramento genético de forrageiras
são alguns exemplos de inovações da pesquisa que geraram impactos diretos no aumento da produtividade na pecuária.
O Brasil é atualmente o 3º maior exportador mundial de produtos agropecuários. É também o maior exportador de café, açúcar, suco
de laranja, etanol de cana-de açúcar, frango e soja; segundo maior exportador de carne bovina e terceiro maior exportador em algodão.