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Pecuária Sudeste
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Nº 90, 22 de abril de 2013.
3
N
otícias
C
omeçou esta semana o projeto de pesquisa sobre
cruzamento de raças de ovinos, aprovado pela
Fapesp no ano passado. Cerca de 400 animais das
raças Ile de France, Dorper, Texel e Santa Inês foram
deslocados do setor de manejo de ovinos para as
novas instalações de manejo localizadas em frente ao
"free stall". Lá terá início a primeira monta natural
a campo do projeto. Em cada piquete será colocado
um reprodutor de cada raça exótica com fêmeas
da respectiva raça e também ovelhas Santa Inês.
Reprodutores Santa Inês serão colocados somente com
fêmeas da mesma raça.
Na primeira fase, serão produzidas fêmeas puras de
cada raça e meio-sangue. A ideia é, nesta primeira fase,
estudar os seguintes cruzamentos:
- 1/2 Dorper x 1/2 Santa Inês
- 1/2 Ile de France x 1/2 Santa Inês
- 1/2 Texel x 1/2 Santa Inês
A segunda monta deve ocorrer em dezembro.
Segundo o pesquisador Sérgio Novita, responsável por
um dos planos de ação, os partos devem começar em
setembro, já que o período de gestação dos ovinos é
de cinco meses. Só então começará a coleta de dados
zootécnicos e a avaliação produtiva e reprodutiva
desses grupos genéticos. Esta última será feita pelo
pesquisador Rui Machado.
Outros aspectos estudados serão a tolerância a
helmintos, sob responsabilidade das pesquisadoras Ana
Carolina Chagas e Márcia Oliveira, e a tolerância ao
calor. Essas avaliações durarão 12 meses.
Em paralelo, todas as despesas de instalação e
manutenção do projeto estão sendo anotadas, para
posterior análise econômica da atividade pelo
pesquisador Oscar Tupy.
Cerca de 150 animais das raças Dorper, Ile de France e
Texel foram comprados pela Unidade em propriedades
de São Paulo, Paraná e Santa Catarina no segundo
semestre de 2012, exclusivamente para este projeto.
A pesquisa prevê cruzamentos entre essas três novas
raças e os ovinos Santa Inês, que já faziam parte do
rebanho da Unidade. De acordo com Sérgio, estas novas
raças foram escolhidas por serem excelentes produtoras
de carne e de alta precocidade. Já a Santa Inês é uma
raça nativa, mais rústica e adaptada ao clima tropical.
Projetode cruzamentodeovinos teminíciocomprimeira estaçãodemonta
O
pesquisador Alexandre Rossetto Garcia apresentou na
quarta-feira (17) uma proposta de pesquisa envolvendo
aspectos re
produtivos de ovinos. Com o título
"Respostas termolíticas associadas à qualidade do
sêmen de ovinos exóticos ou naturalizados criados em
ambiente tropical", o projeto será submetido à Fapesp
até maio. A iniciativa está relacionada com o projeto
de cruzamentos de ovinos iniciado nesta semana.
O objetivo é avaliar possíveis diferenças de machos
ovinos de duas das raças exóticas criadas na Unidade
(Ile de France, Texel ou Dorper, típicas de clima
temperado) e da raça naturalizada (Santa Inês) quanto
à adaptação ao clima tropical. Rossetto pretende
investigar quanto o estresse térmico influencia na
capacidade de produção de sêmen de alta qualidade
por reprodutores usados em monta natural ou em
inseminação artificial.
Outros objetivos são caracterizar e comparar a pelagem
e a pele desses animais quanto às glândulas sebáceas
e sudoríparas, durante o inverno e o verão. Além de
comparar entre grupos raciais as variações fisiológicas
relacionadas com a temperatura corpórea e testicular, os
níveis de cortisol e a expressão periférica das proteínas
HSP70 e HSP90 durante inverno e verão.
De acordo com o pesquisador, a pesquisa permitirá
identificar as relações entre adaptação ao clima tropical
e qualidade do sêmen. Assim, os produtores de ovinos
terão mais elementos para a escolha de raças e/ou
indivíduos mais tolerantes ao calor. O projeto deve ter
duração mínima de 24 meses.
O grupo de
pesquisadores envolvidos inclui: José Ricardo
Pezzopane, Luciana Regitano, Manuel Jacinto, Maurício
Alencar, Rui Machado, Sérgio Novita e Simone Niciura.
projetoparaestudarrelaçãoentrecalorequalidadedosêmenemovinos