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N° 93, 13 de maio de 2013
Agenda da Semana
Embrapa Pecuária Sudeste
A
pós a palestra na segunda-feira passada (6), o Fique por
Dentro conversou com o diretor executivo de Pesquisa e
Desenvolvimento da Embrapa, Ladislau Martin Neto.
Qual é a importância destes 40 anos do ponto de vista da
Diretoria Executiva de P&D?
Estes primeiros 40 anos foram fundamentais para estabelecer
o conceito de agricultura tropical, baseada nas pesquisas e
no desenvolvimento e, quando foi possível, em adaptação de
tecnologias às condições dos trópicos brasileiros. Salta aos olhos
a viabilização da produção agrícola no cerrado, com correção de
solo, tropicalização de culturas e, depois, determinadas iniciativas
que se mostraram bastante corretas do ponto de vista de manejo
de solo, como plantio direto e sistemas integrados. São tópicos de
grande importância trazidos pela pesquisa.
Quais são os principais desafios desta nova diretoria de P&D?
O momento hoje é distinto porque vivemos um contexto de
desenvolvimento da agropecuária e de energias renováveis,
diferente do início da Empresa. Temos novos atores, novas
instituições, a iniciativa privada com uma agenda muito
dinâmica... Temos também a multifuncionalidade do espaço
rural, responsável não só por alimentos, mas também por
energia renovável, fármacos, produtos baseados na biodiversidade
brasileira, nos remetem a agendas promissoras. Do ponto
de vista das pesquisas, falamos da necessidade da multi e
interdisciplinaridade, até para atender com competência às
exigências do mercado. Aí entram novidades como agricultura e
zootecnia de precisão, nanotecnologia, biotecnologia avançada,
geotecnologias, que nos dão condição de fazer algo muito distinto
do passado, e dão à Embrapa a chance de um protagonismo
muito grande. Veja que a Empresa, além da execução da pesquisa
em si, está estabelecendo laboratórios de referência nestes temas,
incluindo aqui, com a parceria entre Embrapa Pecuária Sudeste
e Embrapa Instrumentação para o laboratório de agricultura de
precisão, que certamente terá um diferencial. Hoje, quando se
fala em automação, existem diferentes níveis de demanda, tanto
para automatizar campos experimentais como para poupar mão
de obra já em falta. Isso pode facilitar a pesquisa e a agricultura
de modo geral. São contextos que nos motivam e que dão
possibilidades à Embrapa, num momento de renovação dos seus
quadros, em parceria com empresas privadas, instituições públicas,
universidades, e também em cooperação internacional.
Quais são as prioridades da Diretoria Executiva de P&D
para a pecuária?
O Brasil avança cada vez mais na pecuária, tem o maior rebanho
comercial do planeta. A demanda por proteína animal é crescente
no mundo. Isso indica que o tema permanecerá importante.
Por exemplo, os sistemas integrados estão nascendo, temos o
programa ABC, com financiamento para os produtores, sempre
na linha de aumentar a produtividade e diminuir impactos nos
recursos naturais, temos a questão dos gases de efeito estufa, com
a rede Pecus, liderada por esta Unidade. Na medida em que o
desmatamento da Amazônia deixa de ser a fonte principal da
nossa emissão de gases, a pecuária ganhará um destaque, e por
isso precisaremos ter alternativas. Vocês têm vários elementos-
chave importantes, quando pensamos em melhoramento
genético, biotecnologia avançada, uso de recursos hídricos. O
melhoramento de forrageiras, em que a Embrapa continua tendo
bastante influência, merece atenção, precisamos diversificar. Temos
ainda a questão dos pequenos animais, as demandas regionais
dos produtores... Precisamos
ainda reforçar a importância
do trabalho integrado, lembrar
que a Embrapa é uma rede, não
é preciso ter todos os recursos
aqui. É importante exercitar a
cooperação. Vejo a agenda da
Embrapa Pecuária Sudeste com
muito otimismo, o papel que
desempenha e pode desempenhar,
no futuro, para a qualidade dos
alimentos.
Pecuária Sudeste
"VejoaagendadaEmbrapaPecuáriaSudeste commuitootimismo"