Pecuária Sudeste
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Fique por dentro
Nº 96, 3 de junho de 2013.
O operador de máquinas
E
m meio aos colegas, o assistente Luiz Carlos Antonio Ferreira, conhecido como Carlão, é falante e brincalhão.
Mas é no trabalho solitário no campo, quando está operando máquinas, que ele se realiza. A paz e o silêncio
são as principais vantagens do trabalho na Embrapa. "Só escuto o barulho do trator, essa tranquilidade não tem
preço", afirma.
A ligação com o campo começou cedo. São-carlense, Carlão trabalhou dos 14 aos 19 anos na Fazenda Santa
Maria, uma das propriedades mais antigas da região, e que hoje abriga um museu. No final da década de 70, a
principal atividade ainda era o café, mas o então adolescente se dedicava à ordenha. Toda a família de Carlão
trabalhava lá.
O emprego seguinte foi na área de operação de máquinas. Carlão dirigia um guincho carregador de cana-de-
açúcar em uma usina de Ibaté. "Foi uma época de trabalho duro, passava as madrugadas no canavial. Nas horas
de folga só dormia. Mas foi na usina que tomei gosto por operar máquinas", diz.
A oportunidade na Embrapa surgiu em 1989, aos 26 anos. O irmão, Cidinho, já trabalhava na Unidade e avisou
da vaga. Porém, Carlão nem sempre trabalhou apenas com máquinas. Nestes 24 anos, já passou por vários
setores, desde inseminação artificial até o biotério e a antiga cavalariça.
Hoje a rotina de Carlão é operar os tratores da Unidade, fazendo adubação dos piquetes, com uma máquina
acoplada. As áreas adubadas estão concentradas na região do pivô central, para experimentos da rede Pecus.
Nos últimos dias, o colega tem se dedicado a "amaciar" os dois novos tratores da Unidade, fazendo um serviço
pesado: a proteção ao longo das cercas para evitar incêndios, de forma que o fogo em áreas vizinhas não se
espalhe pela fazenda.
Se durante a semana Carlão fica sozinho no campo, nos plantões de fim de semana ele sai do cotidiano e
trabalha no manejo de ovinos. Mas sua paixão é mesmo a operação de máquinas.
Nesta área, as mudanças foram muitas. Carlão diz que dirigir os tratores na época em que entrou na Embrapa
era como montar o cavalo a pelo, sem a sela. "Hoje tem muita tecnologia, os tratores estão mais confortáveis que
muitos carros, têm até amortecedor e ar condicionado", afirma.
Antes, na época das máquinas "rústicas", o cansaço era bem maior. Quando chegava em casa, Carlão só queria
dormir. Hoje, joga futebol e peteca a noite toda na colônia, onde vive desde que chegou à Unidade, e onde criou
os três filhos. Muito ativo, o colega participa de todas as edições dos encontros de qualidade de vida, sempre
competindo e divertindo a todos com seu bom humor.
N
ossos
T
alentos
Foto: Arquivo Pessoal