Pecuária Sudeste
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Nº 98, 17 de junho de 2013.
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Pecuária Sudeste
A energia da juventude
A
os 27 anos, a colega Bianca Baccili Zanotto Vigna obteve o título de doutora em genética e biologia molecular pela
Unicamp. Precoce, ela defendeu a tese de doutorado para assumir o cargo de pesquisadora A na Embrapa, em janeiro
de 2011. Até hoje, é a mais jovem na equipe da pesquisa.
O gosto pelas plantas e a curiosidade levaram Bianca a escolher o curso de biologia, concluído em 2007. A identificação
com o universo da pesquisa científica foi imediata.
Durante três anos, fez iniciação científica sobre a resistência do milho ao fungo
Puccinia polysora
. De acordo com a
pesquisadora, o que a atrai na ciência é “poder desvendar os mecanismos, as relações dos organismos, entender isso de
forma mais específica e assim viabilizar produtos para o mercado”.
No final da graduação, realizou intercâmbio de seis meses na Universidade do Novo México, nos Estados Unidos. De volta,
começou a trabalhar na área a que se dedica hoje, com marcadores moleculares relacionados ao melhoramento vegetal,
inclusive de forrageiras.
Interessada em continuar no mundo acadêmico, a pesquisadora iniciou o mestrado, também na Unicamp. Pouco tempo
depois, passou diretamente para o doutorado, devido à experiência na iniciação científica e ao ótimo desempenho. O
assunto de sua tese foi a genética molecular da
Brachiaria humidicola
.
Durante o doutorado, a Embrapa abriu concurso para pesquisador na área de biologia molecular em forrageiras. Bianca
não teve dúvidas e apressou a defesa da tese para poder assumir o cargo.
Há dois anos e meio na Unidade, Bianca colabora em alguns projetos: caracterização de acessos de Paspalum, coordenado
pela pesquisadora Patrícia Menezes (Fapesp), projeto Gramados, coordenado por Francisco Dubbern (MP2 Embrapa), e de
genômica aplicada ao melhoramento genético de
Brachiaria ruziziensis
(MP2 Embrapa), liderado pela Embrapa Recursos
Genéticos e Biotecnologia. Além disso, colabora com a pesquisadora Alessandra Fávero na identificação de híbridos de
amendoim por marcadores microssatélites e atua em diversas pesquisas com
Paspalum
e
B. humidicola
na Unicamp.
Aomesmo tempo, temelaborado propostas de projetos na área
de caracterização da diversidade genética e desenvolvimento
de marcadores moleculares nas espécies de forrageiras de
interesse. "O objetivo é utilizar nosso banco de germoplasma
para conhecer melhor essas plantas e entender mecanismos
genéticos de produtividade, de resistência a estresse biótico e
abiótico, entre outros".
Bianca também faz parte do grupo que tem feito um
mapeamento da área de melhoramento vegetal. Ao lado
dos colegas Frederico de Pina Matta e Thaisy Sluszz, fez
prospecção de cultivares, pesquisou trabalhou científicos,
conversou com produtores e técnicos. Em breve será
publicado relatório para direcionar a pesquisa na Unidade
sobre o tema.
Apesar do envolvimento em diversos projetos, Bianca tem
a pressa dos muito jovens. Membro da geração Y, quer que
tudo ande mais rapidamente. Neste sentido, o trabalho na
Embrapa tem sido um aprendizado. "Tenho amadurecido
muito aqui, aos poucos vou me adaptando ao ritmo da
Empresa", diz.
A paciência é exercitada nas aulas de ikebana, arte japonesa
de arranjos florais, e no cultivo de uma horta em casa. Tanta
paixão pelas plantas deixa claro: Bianca não poderia ter um
trabalho mais identificado com sua personalidade.
N
ossos
T
alentos