Fique por dentro
Nº 100, 1 de julho de 2013.
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Última reunião de pauta do NCO teve como convidada a pesquisadora Teresa
T
ransparente, ágil, democrático e participativo. Essas
palavras resumem a ideia central do Fique por
Dentro, informativo interno semanal que nasceu em
2010 e chega à centésima edição.
Ele nasceu tímido e pequeno. “No começo não tínhamos
um fluxo. Era difícil identificar onde nascia a informação,
que ficava restrita ao grupo mais envolvido com a
ação. Começamos organizando a agenda interna de
eventos. Então uma demanda represada foi aparecendo
e conseguimos profissionalizar um espaço para a notícia.
Aos poucos, ele foi se transformando: definição de linha
editorial, aquisição de softwares de diagramação e equipe
com as competências necessárias”, lembra a supervisora do
NCO, Cristiane Fragalle.
O Fique por Dentro foi uma das primeiras ações do plano
de comunicação interna. Identificada a necessidade de
informar continuamente os empregados, ele nasceu como
parte de uma estratégia maior para melhorar a comunicação
interna, que inclui vários canais (reuniões, intranet, murais
digitais etc.). “O diferencial do informativo é que ele
não nasceu sozinho. De nada servem veículos oficiais
de comunicação interna se não houver a disposição das
lideranças para o diálogo e um ambiente favorável à troca
de ideias”, diz Cristiane.
Outra preocupação foi evitar a chamada comunicação
descendente, aquela que flui da chefia para
os empregados, e utilizar a comunicação
horizontal, mais efetiva. “Não existe controle
rígido sobre os assuntos abordados. A
participação dos empregados na definição
das pautas faz parte da estratégia participativa
de diálogo e interação com o leitor”, explica
a jornalista Larissa Morais, hoje editora do
informativo.
As notícias são definidas em reuniões com
empregados de outros setores. A cada semana
alguém é convidado a participar. O objetivo
é permitir o debate, ter o olhar do empregado
e fugir do modelo que engessa a criatividade
e burocratiza o processo de produção
jornalística.
O informativo hoje é ágil, segue um planejamento
estratégico, tem uma linha editorial e mantém uma
periodicidade definida, tornando-se um meio confiável
para obter informação. Segundo Cristiane, um dos ganhos
foi ter se tornado um processo. “Não está preso a pessoas.
Independente de férias e afastamentos de alguns membros
da equipe, o informativo está disponível todas as semanas”.
Mas ainda é necessário melhorar o fluxo de informação.
“Sabemos do fato muitas vezes depois que ele aconteceu
e perdemos a chance de antecipar a informação para os
empregados”, afirma Larissa. “A agenda eletrônica da
intranet ajudou bastante, mas não é suficiente. Ainda
buscamos meios para ter acesso mais rápido às informações
relevantes”.
“Temos ainda muitos desafios, mas já é uma vitória ter
consolidado um veículo interno como fonte de informação,
mesmo com uma equipe nova, num setor que nasceu há
pouco tempo”, diz Cristiane.
Você sabe como se faz o informativo? Quantas horas são
gastas, quantos profissionais envolvidos para que a notícia
chegue a você? Quatro pessoas trabalham semanalmente
na produção. São gastas seis horas semanais de cada
empregado e colaborador (textos, imagens e diagramação).
Ao longo desses três anos, mais de 1.100 notícias internas
foram produzidas.
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