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Pecuária Sudeste
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Fique por dentro
Ano III, n.º 31, 9 de dezembro de 2011.
Visitas e Eventos
M
eio
século
de
dedicação
ao
leite
O
s alunos do 16º Curso de Manejo de Rebanho, realizado na Unidade nesta semana, tiveram a rara oportunidade
de conhecer uma das maiores referências na área de produção leiteira. Na quinta-feira à tarde, o professor Vidal
Pedroso de Faria foi o palestrante.
O professor é chamado pelo pesquisador Artur Chinelato, que organizou o curso, de “guru” do projeto Balde Cheio.
A parceria entre os dois é antiga. Vidal foi professor de Artur na Esalq e orientador de seu mestrado, obtido em 1988,
sobre vacas holandesas em confinamento.
Agrônomo há 50 anos, Vidal é professor aposentado da Esalq-USP, com
mestrado pela Ohio State University (EUA), doutorado pela Esalq e pós-
doutorado
pela Michigan State University e pelo Grassland Research Institute
(EUA).
O senhor é mesmo o “guru” do Balde Cheio?
Na verdade, participei da formação do Artur como agrônomo desde o
começo. Ele foi meu aluno e estagiário na Esalq. Depois que ele se formou,
trabalhamos juntos nos primeiros empregos dele. Inclusive fui eu quem o
trouxe para a Embrapa, antes que ele se tornasse pesquisador. Na época em
que o Dr. Eliseu Alves era presidente, ele me convidou para trabalhar na
Embrapa em uma fazenda experimental no Distrito Federal, mas eu não
podia deixar a universidade, então indiquei o Artur. Essa proximidade e
a nossa paixão em comum, o leite, fizeram com que eu me tornasse uma
referência para o Artur na criação do Balde Cheio.
O que significa para o senhor ser tão importante para tantos técnicos
e pesquisadores da pecuária leiteira?
Sinto muito orgulho, mas acho que os jovens técnicos de hoje são muito mais
bem preparados para orientar os produtores do que eu era quando comecei,
há 50 anos. O pessoal tem esse respeito porque sou o mais velho na área e fui
pioneiro, porque naquela época ninguém queria se dedicar a estudar a produção de leite a fundo. E também porque
me aposentei como professor há 15 anos, mas não parei de atuar.
Como teve início a sua história com a produção de leite?
Nasci em Minas Gerais, a terra do leite. Apesar de morar na cidade, em Pouso Alegre, passava boa parte do tempo
na fazenda do meu avô. Minha distração era cuidar do gado de leite, é algo que teve origem na infância. Depois de
terminados os estudos de agronomia no Brasil, tive a sorte de fazer pós-graduações em regiões leiteiras dos Estados
Unidos, isso reforçou o meu interesse pela área.
Desde a época em que o senhor começou até agora, quais foram as principais mudanças?
Sem dúvida, o principal avanço foi o aumento no número de técnicos capacitados para orientar os produtores.
O nível deles é excelente, o que faz muita diferença. Graças a eles, tem mudado o conceito que era muito comum
antigamente, de que a produção de leite é muito difícil e complicada. Mas nossa produção ainda é muito atrasada
no geral. Porém, existem nichos que são modelo e não fazem feio aos países mais avançados na pecuária leiteira. Por
exemplo, as fazendas que integram o Balde Cheio são um referencial em eficiência.
Unidade sedia mais um curso de irrigação de pastagens
C
omeça na segunda-feira (12) mais um curso de manejo e projetos de irrigação de pastagem. O evento é
coordenado pelo professor Fernando Campos Mendonça, do Departamento de Engenharia de Biossistemas
da Esalq-USP, e ex-pesquisador da Unidade.
O objetivo do curso é capacitar técnicos de nível médio e superior ligados à extensão rural a elaborar projetos
e orientar produtores rurais no manejo de irrigação de pastagens. Serão cinco dias de aulas teóricas e práticas.