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Pecuária Sudeste
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Ano IV, n.º 50, 1 de junho de 2012.
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Analista de laboratório faz curso de radioproteção no Cena-USP
E
m maio o colega Carlos Eduardo Jordão, do setor de laboratórios, participou de um curso de
radioproteção no Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP, o Cena, localizado em
Piracicaba.
De 14 a 25 de maio, o analista aprendeu aspectos técnicos sobre o uso de fontes radioativas, abrangendo
questões como proteção, fabricação e descarte, cálculos físicos de tempo de meia-vida e blindagem,
etc. O curso é a primeira etapa para obter a autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear, a
CNEN, que permite o uso de elementos radioativos, os radionuclídeos, em laboratório.
Além disso, segundo Carlos Eduardo, o curso será útil porque a Unidade precisa renovar a cada cinco
anos a autorização da CNEN, que depende da elaboração detalhada de um plano de radioproteção.
O cromatógrafo da Unidade utiliza o radionuclídeo níquel 63, um elemento que pela sua natureza e
concentração na fonte selada, apresenta baixa periculosidade. O níquel 63 está presente no detector
ECD(detector por captura de elétrons), que permite a análise de alguns gases de efeito
estufa, como o óxido nitroso (originado do solo) e o hexafluoreto de enxofre (gás traçador que auxilia
nos cálculos de emissão de metano ruminal), processo relacionado ao projeto Pecus.
Já a análise do metano utiliza outro tipo de detector, o FID (detector por ionização de chama) - este é
o principal gás de efeito estufa originado da pecuária.
A autorização para utilizar fontes radioativas poderá ser útil também em outros projetos de pesquisa.
Outras áreas, como estudos de metabolismo e nutrição, podem se beneficiar. “Quanto mais se conhece,
mais técnicas podem estar disponíveis”, afirma Carlos Eduardo.
Carlos Eduardo e o cromatógrafo que utiliza o níquel 63.