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Pecuária Sudeste
A
primeira reunião do novo Comitê Assessor Externo
(CAE) começou na tarde de quarta-feira (1º), com uma
apresentação da Unidade feita pelo chefe-geral, Maurício
Mello de Alencar. Em seguida, os quatro membros
presentes - Duarte Vilela, chefe-geral da Embrapa Gado
de Leite, Evandro Vasconcelos, chefe-geral da Embrapa
Caprinos e Ovinos, Hildo Meirelles, professor da UFSCar,
e José Carlos Rossetti, coordenador da CATI - seguiram
para o campo, onde conheceram alguns experimentos. O
dia terminou com uma visita aos laboratórios.
Na quinta-feira, outro membro se juntou ao grupo, o
economista Alexandre Lahoz Mendonça de Barros. O
professor da FGV e consultor de empresas de agronegócio
fez uma apresentação para todos os empregados da
Unidade com o tema “Transformações na economia
agrícola internacional e seus impactos sobre a pecuária
brasileira”.
Por meio de diversos gráficos e mapas, Alexandre explicou
que, após quase um século de predomínio da oferta na
agricultura internacional, a demanda passou a direcionar
o mercado. Isso porque o crescimento da população e
a urbanização, somados à renda crescente nos países
emergentes, tem elevado a procura por alimentos. Outros
fatores que pressionam a demanda são o
boom
por
biocombustíveis e a atuação especulativa dos fundos no
mercado de commodities.
Em contrapartida, a oferta cresce em ritmo mais lento
porque as terras disponíveis são restritas, pela escassez de
água e pela oferta de fertilizantes.
Para demonstrar a influência crescente dos países
emergentes, Alexandre citou exemplos de fatores novos
no mercado - a Índia tem se destacado na exportação de
carne bovina e pode superar o Brasil; a expansão chinesa já
chegou às terras da África; etc.
Na pecuária brasileira, apesar das vantagens naturais e do
domínio tecnológico, haverá desafios porque a área para a
agricultura deve crescer. O confinamento seria uma opção,
mas os preços dos grãos estão subindo vertiginosamente,
tendência que deve continuar.
Para o economista, o que pode ser considerado certo é
que o setor caminha para o amadurecimento, com o ciclo
pecuário estabilizado (sem tantas variações no abate de
fêmeas pela menor capacidade de expansão e pelos preços
mais estáveis), o predomínio de pasto e de ciclos curtos,
a integração de sistemas e o aumento da produtividade e
eficiência.
CONFIRA NA PRÓXIMA EDIÇÃO TUDO O QUE
OCORREU NA REUNIÃO DO CAE
N° 58, 03 de agosto de 2012
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