Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Nº 62, 31 de agosto de 2012.
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“Comecei a fumar com 15 anos. Fumei por uns 10 anos, não
me recordo exatamente. Quis parar de fumar porque, muito
antes de qualquer apelo salutar, o que mais me incomodava
era a consciência de que eu era um dependente. A ideia de
que eu não estava fumando por ser a minha vontade, mas
porque eu necessitava daquilo, era aterrorizante. Livrar-me
da dependência foi uma promessa que fiz a mim mesmo
e à minha esposa - que mesmo compreensiva, tem muito
desapreço por cigarros, reforçado pelo falecimento de meu
sogro por conta de um câncer de pulmão. Os métodos que
utilizei para largar o vício foram exercícios físicos e muita
água. Na época, passei a correr diariamente na pista de saúde
do antigo cartódromo e até hoje carrego sempre comigo
uma garrafinha de água. Mudança de hábitos é fundamental
no processo. Há sete anos larguei o cigarro. Parar de fumar
favoreceu a minha autoestima e minha motivação. No âmbito
social e profissional melhorou muito, pois muitas pessoas não
apreciam o odor que fica na pessoa e no ambiente, decorrente
do consumo do cigarro. Sem falar da paz de não ter que lidar
com aquela inquietação do vício que leva o dependente a sair
no meio de uma reunião importante ou de uma sessão de
cinema para saciar o corpo. Importante ressaltar que, sim...
algumas atividades produtivas rendiam mais com um cigarro
queimando no cinzeiro. Pessoalmente, habilidades como a
redação ou certas atividades criativas foram desfavorecidas
e esconder esse fato seria antiético. Entretanto, considero
tais desvantagens uma contrapartida muito pequena frente
a sensação de liberdade, que não seriam comprometidas se
eu nunca tivesse desenvolvido a dependência! Até hoje sinto
vontade de fumar. A diferença é que esse falso-desejo não me
incomoda mais! Experimentei diversas tentativas frustradas
com síndromes terríveis de abstinência. A tentativa mais
tranqüila foi, simplesmente, a última.Hoje, se eu quiser fumar,
compro um charuto, agendo dia, local e preparo o ambiente
para desfrutar verdadeiramente daquela ação. Sempre tendo
a consciência que sou um ex-dependente e qualquer abuso
pode gerar uma recaída (o que não aconteceria se eu nunca
tivesse desenvolvido a dependência). Consciência é tudo!
Essa etapa de minha vida me fez aprender na prática o valor
de fazer certo na primeira fez, pois toda reforma traz consigo
ganhos e perdas necessárias. Mas nunca é tarde para mudar. A
mensagem que deixo para os colegas que querem parar é para
ficarem tranqüilos! Se abandonar esse hábito for para você
uma vontade sincera, o momento certo chegará naturalmente.
Vontade e mudança de hábitos são fundamentais”.
Marcelo Augusto Rossi e Simões
Cinco milhões de pessoas no mundo
morrem de doenças provocadas pelo uso
do cigarro todos os anos.
O tabagismo passivo mata três vezes mais
que os acidentes de trabalho. E as crianças
são as principais vítimas do cigarro.
Indefesas, elas estão mais expostas a doenças
respiratórias como asma, rinite e sinusite,
principalmente em decorrência da fumaça
do cigarro
NÚMEROS
O cigarro é culpado por:
Se parar de fumar agora...
•
após 20 minutos sua pressão sangüínea
e a pulsação voltam ao normal;
•
após 2 horas não tem mais nicotina no
seu sangue;
•
após 8 horas o nível de oxigênio no
sangue se normaliza;
•
após 2 dias seu olfato já percebe melhor
os cheiros e seu paladar já degusta a
comida melhor;
•
após 3 semanas a respiração fica mais
fácil e a circulação melhora;
•
após 5 A 10 anos o risco de sofrer
infarto será igual ao de quem nunca
fumou.
Fonte: http://www.orientacoesmedicas.com.br/apagueocigarro3.asp
• 200 mil mortes no Brasil.
• 25% das mortes causadas por infarto do
miocárdio e angina.
• 45% das mortes por infarto agudo do
miocárdio entre as pessoas com menos
de 65 anos.
• 85% das mortes causadas por bronquite
e enfisema.
• 90% dos casos de câncer no pulmão.
• 30% das mortes provocadas por câncer de
boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas,
rim, bexiga e colo de útero.
• 5% das doenças vasculares, como o
derrame cerebral.
(Fonte: Agência Brasil - ABr)