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Pecuária Sudeste
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Nº 65, 28 de setembro de 2012.
N
a última segunda-feira (24) a Unidade realizou seu primeiro seminário sobre ética. Dezenas de empregados
assistiram a palestras sobre o tema e puderam discutir a ética nos experimentos com animais, no trabalho e nas
relações pessoais. O evento foi organizado pelo Comitê de Ética da Unidade.
A “tarde de ética” começou com a apresentação do pesquisador Rui Machado, presidente do Comissão de Ética no
Uso de Animais (CEUA). A CEUA foi a primeira comissão para normatizar a experimentação animal em toda a
Embrapa. Criada em 2006 para atender às determinações de uma lei estadual, foi reformulada em 2011, quando foi
regulamentada a Lei Arouca (11.794/2008). Esta lei federal trata da criação e utilização de animais em atividades de
ensino e pesquisa científica.
A função da CEUA é analisar metodologias propostas em projetos de pesquisa e, quando necessário, indicar medidas
que possam reduzir ao máximo incômodos e transtornos aos animais. A comissão considera que, para se sentir bem, o
animal precisa ter espaço e sombra suficiente, alimento e água à vontade. “É possível evitar transtornos enxergando
o animal como um ser vivo que sente dor e tem sentimentos. Por isso, merece tratamento digno e respeitoso”, afirmou
Rui. 
A segunda palestra coube ao professor Francisco de Assis Sobrinho, da Fundace de Ribeirão Preto, que falou
sobre liderança e ética. Sobrinho apresentou o conceito de “liderético”, profissional que “age, orienta e inspira
pessoas a realizarem obras e deixarem legados importantes para o bem do mundo”. O professor fez um resgate
histórico da figura do purgatório, criado pela Igreja Católica no século XIII. De acordo com o palestrante, esta
“ponte” entre o inferno e o céu se instalou na cultura ocidental flexibilizando o que não deve ser flexível, a ética.
O “liderético” surge para romper com esta lógica. Este tipo de profissional estabelece a ética como fio condutor,
faz realizações de forma contributiva, no presente, não adiando para um momento incerto, e reflete e interfere
no legado que quer deixar. Porém, Sobrinho reconhece ser impossível eliminar totalmente os vícios. “O razoável
é ampliar a virtude”, defendeu. O professor terminou dizendo que ser ético é e sempre foi um bom negócio.
O seminário foi encerrado com uma palestra sobre ética profissional, ministrada pelo professor Carlos
Goldenberg, da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. Para ele, a ética
profissional pode ser ensinada e é uma soma das éticas pessoal (recebida na família), social (imposta pela
sociedade) e corporativa.
De acordo com a
pesquisadora Márcia
Cristina de Sena Oliveira,
presidente do Comitê de
Ética, momentos como
este são fundamentais para
exercitar os pensamentos
de cada um sobre o
tema, aproveitando para
verificar a possibilidade
de aplicação de novos
conceitos no cotidiano da
empresa e na vida. “Assim
contribuímos
para
melhorar as relações de
trabalho e estimulamos
a reflexão dos colegas
sobre nossas práticas na
Empresa”, afirma.
Seminário discute ética no trabalho
Waldomiro, Márcia e Rui acompanhados dos palestrantes Carlos (esq.) e Francisco (dir.)