Pecuária Sudeste
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Nº 65, 28 de setembro de 2012.
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N
otícias
Banco do Brasil fará parte do Fórum Paulista de ILPF
O
s colegas Carlos Eduardo Santos e Maria Luiza Nicodemo receberam na
quinta-feira (27) quatro representantes da área de agronegócio do Banco do
Brasil de São Paulo. Na reunião, foi decidido que a instituição financeira participará
do Fórum Paulista de Integração Lavoura Pecuária Floresta (iLPF). Participam do
fórum, além da Embrapa, entidades como APTA, CATI, IZ e IEA.
Também estiveram na reunião dois pesquisadores do Instituto de Economia
Agrícola (IEA), um pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
(APTA) e dois técnicos autônomos, parceiros nas unidades demonstrativas.
Segundo Carlos Eduardo, o grupo apresentou aos representantes do BB as ações do fórum, demandas e
gargalos da pesquisa e do processo de transferência da tecnologia de iLPF. Já o gerente e os analistas do banco
falaram sobre demandas e ações desenvolvidas como parte do programa de crédito rural Agricultura de Baixo
Carbono (ABC).
Além da participação no fórum, foi decidido que haverá uma palestra conjunta na região noroeste do Estado,
para divulgar a tecnologia de iLPF e o programa ABC. A ideia é também planejar dias de campo em parceria
no próximo ano nas unidades demonstrativas do fórum.
Analista de TT ministra palestra em fórum de inovação
N
os dias 26 e 27 o analista Hélio Omote, do SGTT, participou do Open Innovation Forum (fórum de
inovação aberta), em São Paulo, onde foi um dos palestrantes. O colega abriu o bloco “Interação entre
parcerias”, no dia 27, com a apresentação “Reduzir os conflitos sobre direitos de propriedade intelectual e
resultados.
O termo “inovação aberta” é recente e significa que a empresa pratica um fluxo aberto, no qual os recursos
se movem facilmente na fronteira com o mercado. É o contrário de se fechar no ambiente interno e não
aproveitar o conhecimento exterior.
Hélio apresentou a estrutura de negócios da Embrapa Pecuária Sudeste e sua política em relação a parcerias.
Falou sobre as iniciativas de transferência de tecnologia para otimizar esse processo, da importância de ter um
bom relacionamento com as empresas privadas e das dificuldades resultantes de ambientes e culturas muito
diferentes.
Como exemplo prático, o colega contou o caso da parceria com a AnimallTAG, de São Carlos. Atualmente
esta empresa comercializa o TAG Ativo, um sistema de rastreabilidade animal. O início da colaboração com
a Embrapa foi apenas a prestação de serviço para validação de brinco eletrônico, passou por uma fase de
amadurecimento, até evoluir para um projeto de pesquisa que gerou um produto. “Evidentemente houve
uma série de problemas quanto à propriedade intelectual e ao contrato, um parceiro desistiu, mas levamos o
processo até o fim, graças à persistência de ambos os lados”, lembra Hélio.
Hoje a ideia é fazer outros projetos em parceria com a AnimallTAG, evitando os erros cometidos e aproveitando
os ensinamentos dessa experiência.
O evento reuniu em torno de 50 pessoas, a maioria executivos de grandes empresas. Além da Embrapa, houve
apresentações da Petrobras e Eletrobrás, ligadas ao governo, e de diversas companhias privadas, como General
Motors, Google e Magazine Luiza. Hélio diz ter voltado animado com os comentários sobre a Embrapa.
“Fiquei impressionado com o respeito que eles têm por nós. A visão é a de que a Embrapa faz muita coisa
apesar da burocracia, ouvi muitos elogios em apresentações de empresas como Natura, BR Foods e Pepsico”.
De acordo com Hélio, o governo já vem incentivando a aproximação da pesquisa pública com a iniciativa
privada, onde realmente acontece a inovação. “Sempre foi difícil interagir com o mercado, mas hoje é nítido
como a aproximação com institutos de pesquisa e universidades evoluiu. As empresas têm muito mais
interesse por nós, devemos aproveitar este momento”, conclui Hélio.