Pecuária Sudeste
Fique por dentro
Nº 66, 5 de outubro de 2012.
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N
ossos
T
alentos
Paixão pelo campo que vem de berço
N
ascido na cidade de Piracicaba, com apenas dois anos Jorge Novi dos Anjos mudou-se com a família para Sorocaba,
onde morou por vários anos em uma fazenda do Ministério da Agricultura, já que o pai era funcionário público.
O tempo passou, e o menino que cresceu no meio agrícola logo pegou gosto pelo campo. “A vontade de estudar no
colégio agrícola foi uma questão de tempo”, lembra. Com vinte anos, Jorge formou-se técnico em agropecuária pela
Escola Estadual Dr. José Curi, em Rio das Pedras (SP), onde cursou o ensino médio e o curso técnico, estudando em
tempo integral.
A dedicação aos estudos e o gosto pelo campo trouxeram recompensas. Após se formar, ele trabalhou por dois anos em
uma empresa fazendo laudos periciais para o Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), em Imperatriz
(MA). De volta a Sorocaba, entrou para o Ministério da Agricultura, onde trabalhou com o pai por aproximadamente
quatro anos no Centro Nacional de Engenharia Agrícola (CENEA), na divisão de ensaio de equipamentos para
irrigação.
Mudança de rumo
Em 1987 o pai de Jorge aposentou-se e mudou para São Carlos. Um ano depois, ele soube do concurso da Embrapa e
fez a inscrição. Em setembro de 1989, recebeu a carta de convocação para assumir uma das vagas de técnico.
Na Unidade o colega trabalhou por dois anos no sistema de produção de leite, cuidando da ordenha e fazendo
inseminação artificial. Em 2010, no controle de eventos, na antiga ACN.
O restante do tempo Jorge passou no Setor de Gestão de Campos Experimentais, onde está hoje. Seu trabalho vai desde
a implantação de ensaios de forragens até colheita, no caso de grãos, e coleta de amostras no caso das gramíneas. De
acordo com o colega, o maior desafio nessa área é manter as datas de coletas de amostras e dados em dia, pois hoje a
equipe trabalha com cerca de dez pesquisadores, alguns com mais de um experimento em campo.
Segundo Jorge, o trabalho da equipe de campos experimentais, assim como as atividades dos outros setores, é de suma
importância para o desenvolvimento da Unidade. “As coletas de forragens dão para outras equipes a noção de quanto o gado
está consumindo por dia, com isso é possível saber o ganho de peso e se aquele método de trabalho tem dado resultado”.
Sonhos e futuros projetos
Jorge conta que tem alguns sonhos e projetos. Um deles é a intenção de fazer um curso superior, agronomia ou zootecnia.
Além disso, o colega procura sempre
se aperfeiçoar com cursos. “Participei
há pouco tempo de um curso de
introdução ao geoprocessamento,
na Embrapa Meio Ambiente,
que será muito útil nos projetos
com que tenho trabalhado, e com
certeza participarei de outros nessa
área, pois entendo que usaremos
muito essa tecnologia nos trabalhos
futuros”.
Esta técnica permite fazer um
levantamento preciso da localização
da área da lavoura, gerando
economia no plantio, uma vez que é
possível transferir informações para
um banco de dados no computador
com assuntos como características
dos solos, apontando a quantidade
de adubo a ser utilizado em uma
determinada área.
Foto: Débora Camargo