Pecuária Sudeste
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Nº 73, 4 de dezembro de 2012.
Comunicação rural perde um grande ativista, Juan Díaz Bordenave
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a madrugada do dia 22, faleceu o comunicador Juan Enrique Díaz Bordenave (1926-2012). Nascido em
Encarnación, no Paraguai, estudou agronomia na Escola Nacional de Agricultura de Casilda, na Argentina,
ampliando estudos nos Estados Unidos, onde fez o mestrado em jornalismo agrícola na Universidade
de Wisconsin (1955). Doutorou-se em comunicação pela Universidade do Estado de Michigan (1966).
Trabalhou como especialista em comunicação agrícola no Instituto Interamericano de Cooperação para a
Agricultura (1956-80). Em 2002, retornou ao Paraguai, onde foi nomeado reitor da Universidad Teko Arandú.
Consultor internacional em comunicação e educação, é considerado um dos pais do pensamento latino-
americano da comunicação. É autor de uma dezena de livros, entre os quais se destacam: “Comunicação e
sociedade”, “Planejamento e comunicação”, “O que é a comunicação rural”, “Educação rural no terceiro mundo”
e “Comunicação rural e desenvolvimento”.
Ao lado do educador Paulo Freire, Bordenave é considerado um dos difusores da proposta de comunicação
participativa contra o modelo difusionista de comunicação rural. A partir de suas experiências de alfabetização,
Freire aplicou os princípios da pedagogia do oprimido à crítica extensionista.
Bordenave apontou as particularidades nos códigos de comunicação utilizados pelas comunidades rurais,
afirmando que era impossível falar em comunicação para o público rural sem considerar as características de
determinadas regiões do país e de sua população. Bordenave buscava uma
comunicação mais regionalizada que considerasse a diversidade cultural,
de costumes e de hábitos das populações rurais. Os dois autores ilustram a
corrente de pensamento que busca entender a cultura e o contexto em que
vivem as populações.
Embrapa
A política de comunicação da Embrapa deve muito aos referenciais em
comunicação rural de Bordenave, principalmente quando este a define como
o conjunto de fluxos de informação, de diálogo e de influência recíproca
entre os componentes do setor rural e entre eles e os demais setores afetados
pelo funcionamento da agricultura ou interessados no melhoramento da
vida rural. Bordenave também criou a primeira logomarca da Embrapa.
N
otícias
Colegas colaboram em testes de carne bovina
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a semana passada e na última segunda-feira (3), a pesquisadora Renata Tieko Nassu realizou uma série de
quatro testes de aceitação de carne bovina no Laboratório de Análises de Carnes. Para cada uma delas é
necessário um grupo de no mínimo 50 provadores. Segundo Renata, qualquer consumidor de carne bovina pode
participar. As amostras são temperadas com sal, para se aproximar da forma como o consumidor prepara a carne
em casa. Os testes fazem parte do projeto de pesquisa Bifequali Cruza, de um dos experimentos com animais
cruzados de raças adaptadas e não adaptadas. A ideia é saber a opinião do consumidor comum.
Bordenave recebe presente na última
oficina do Prosa Rural, em 2011