Pecuária Sudeste
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Nº 76, 4 de janeiro de 2013.
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L
idar com desafios e
pressões no ambiente
profissional é cada vez
mais comum num mundo
com tanta competição
entre as empresas. Uma das
alternativas para superar essas
adversidades é a resiliência.
Esse conceito da psicologia
veio da física, definido como
a capacidade das pessoas
lidar com problemas, superar
obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, como
o estresse, sem entrar em surto psicológico e se adaptando a
cada situação.
O consultor e professor da Fundação Getulio Vargas Paulo
Yazigi Sabbag estuda a resiliência na vida profissional e
lançou este ano o livro “Resiliência: competência para
enfrentar situações extraordinárias na vida profissional”
(Campus/Elsevier, 216 págs.). Veja abaixo 8 dicas de Sabbag
para o profissional alcançar a resiliência no trabalho.
1. Tenacidade
Essa característica é um apego obstinado a uma ideia, a
um projeto, é a persistência para alcançar uma meta. Isso
é muito importante para ter a capacidade de resistir à
pressão por resultados extraordinários. Sabbag orienta que
para desenvolver a tenacidade a pessoa pode, por exemplo,
praticar esportes.
“A competição dos esportes ajuda a ganhar disciplina e
condicionamento. Também aprendemos a lidar melhor com
as limitações do próprio corpo”, comenta.
2. Controle das temperanças
É a capacidade de lidar melhor com as emoções. No
trabalho, há muitas situações que nos deixam abalados, mas
com o controle das temperanças podemos evitar brigas,
problemas de relacionamento e, assim, enfrentar melhor as
situações de crise. Para Sabbag a prática de meditação é uma
das formas de controlar melhor as emoções.
“Os brasileiros têm a mais baixa pontuação no controle
emocional. É uma característica cultural, mas que pode ser
trabalhada para ser mudada aos poucos”, afirma.
3. Flexibilidade mental
A falta de flexibilidade mental provoca uma maior
dificuldade para aceitar mudanças. Sabbag comenta que a
rotina profissional atual exige transformações constantes,
seja em momentos de crise econômica ou para adaptação
de novas tecnologias, desse modo, insistir em práticas
ultrapassadas só é prejudicial ao profissional.
“Atividades lúdicas, artísticas são exercícios de criatividade
que podem ajudar as pessoas a aceitarem melhor as
mudanças no trabalho”, orienta.
4. Abertura para solucionar de problemas
Sabbag diz que essa característica pode ser chamada de
“espírito prático”, como “minha avó chamava”. É uma
maior facilidade para encontrar estratagemas para solucionar
problemas.
“Ter paciência e facilidade para resolver problemas é muito
valorizado. Essa competência pode ser estimulada se a pessoa
estudar como é feito um projeto, suas fases, execução. O
planejamento para resolver um problema”, comenta.
5. Competência para fazer articulação social
As pessoas com baixa competência para articulações sociais,
quando enfrentam um desafio, costumam se isolar dos
colegas de trabalho, o que pode tornar ainda mais difícil
resolver o problema.
“A habilidade para fazer parcerias é muito importante para
alcançar resultados. O profissional só tem sucesso se trabalha
em grupo”, diz.
6. Auto eficácia
A autoconfiança vem das crenças mais profundas que a
pessoa tem. A falta de confiança faz muitos desistirem dos
desafios ou se considerarem azarados. Para Sabbag, em casos
extremos só com terapia isso pode ser solucionado, mas
existem hábitos que podem ser estimulados no dia a dia.
“Há estratagemas que podem ser trabalhados. O otimismo
pode ser estimulado, apreendido, com exercícios mentais.
Muitas pessoas, quando a situação está preta, contam piada,
tiram sarro de si mesmo. Devemos tomar consciência das
armadilhas da mente, que muitas vezes fica enredada em
pensamentos negativos. O pessimismo só deve existir para
impedir exageros, para evitar riscos desnecessários”, comenta.
7. Empatia
É a capacidade de compreender o sentimento ou reação da
outra pessoa, imaginando-se nas mesmas circunstâncias dela.
“Isso é importante para aprender a lidar melhor com a
diversidade, seja ela de qual tipo for”, afirma.
8. Proatividade
A primeira reação diante de um obstáculo é fazer algo a
respeito. Isso pode parecer simples, mas inúmeras pessoas
não conseguem, simplesmente ficam paralisadas.
“A proatividade pode ser aprimorada quando damos
um sentido a própria vida. Ter um objetivo na vida, seja
ele pequeno ou grande, é muito importante para nossa
motivação diária”, orienta.
Texto: REINALDO CHAVES, Folha de São Paulo, Seção
Empregos e Carreiras
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