Pecuária Sudeste
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Nº 76, 4 de janeiro de 2013.
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CAOS
Esse é o C que mais gosto. Porque um mundo colaborativo, onde cada um fala com qualquer
um, onde todos falam com todos, onde as comunidades crescem e evoluem a cada dia, onde você
desenvolve relacionamentos virtuais com pessoas que não conhece, é ou não é caótico? É claro que
sim. O mundo de colaboração intensiva é meio caótico. É um mundo sem controle, sem padrão, em
mudança constante. E as empresas odeiam esse ambiente. As
empresas gostam e precisam de controle. Ou seja, as empresas
resistem a entrar nesse mundo, ou até a experimentá-
lo, devido a esse ambiente caótico. Mas esse caminho é
inevitável. Aliás, nós já estamos nele. O segredo é criarmos
mecanismos para organizar o caos. Poderíamos chamar de
caos organizado. Esse conceito já existe e várias empresas já
entraram nele. São ambientes repletos de bogs, wikis e outras
ferramentas web 2.0. As empresas ainda estão descobrindo
essa nova era caótica.
CULTURA
As empresas, para entrarem nesse novo mundo, precisam soltar as amarras da organização. Precisam
liberar os empregados para falarem o que pensam. Precisam criar fóruns e espaços para que as
comunidades internas apareçam e influenciem positivamente as organizações. E essa não é uma
mudança fácil, não é uma mera decisão administrativa. É mais do que isso. Essa é uma transformação
cultural, significa ousadia e risco. A verdade é que essa mudança já está ocorrendo de forma intensa
na sociedade. A geração Y está fazendo isso bem debaixo dos nossos olhos, porém as empresas são
lentas. Os processos, a burocracia e os controles impõem barreiras enormes para essa transformação.
Falar em colaboração significa remover barreiras de hierarquia, criar redes de relacionamento, onde o
presidente fala direto com o empregado mais humilde, sem a interferência e o filtro de assessores.
Os
5Cs
da comunicação moderna já são uma realidade. Cabe as empresas decidir se vão se antecipar
ou se vão ser atropeladas pela transformação da sociedade. De tudo que falamos, eu não tenho
dúvidas de dizer que o maior desafio é o cultural.
Texto: Marcos Segura, engenheiro, profissional de comunicação e marketing, e blogueiro,.
Extraído de: http://aquintaonda.blogspot.com.br
Fazenda Canchim perde um de seus empregados mais antigos
N
o dia 1ª faleceu um dos pioneiros da Fazenda Canchim. Seu Manoel Sylvestre
trabalhou com o Dr. Antonio Teixeira Vianna na época do Ministério da
Agricultura, na década de 50. Após 30 anos de trabalho, aposentou-se mas continuou
vivendo na colônia com a esposa, Maria, e alguns dos nove filhos. Quatro deles são
empregados da Unidade: Ademir Sylvestre, Antonio (Gicó), Aparecida de Lourdes
e Natal.
Memória viva da fazenda, seu Manoel deu um depoimento ao nosso informativo
em julho de 2012, quando completou 90 anos. Nascido em Araraquara, ele veio
para São Carlos com 27 anos, após ter trabalhado em uma usina.
Seu Manoel desempenhou diversas funções na fazenda, principalmente no trabalho de campo. O sepultamento
foi realizado no dia 2, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo.