Page 2 - Boletim

This is a SEO version of Boletim. Click here to view full version

« Previous Page Table of Contents Next Page »
Pecuária Sudeste
2
Fique por dentro
Nº 73, 4 de dezembro de 2012.
“C
omunicação interna é 10% técnica e 90% atitude”. Foi
com essa premissa que a professora da Fundação Dom
Cabral Viviane Mansi apresentou conceitos, ideias e técnicas
para melhorar a prática do diálogo no dia a dia. O evento para
os empregados ocorreu última quinta-feira (29) e contou com
a participação de colegas de outras Unidades.
A palestra abordou a comunicação interna como competência
essencial para o resultado de negócios. Nesse processo,
a comunicação face a face aparece como atriz principal,
contribuindo para consolidar a valorização do ser humano
nas empresas.
No passado o resultado de negócios era baseado em números.
Hoje, cada vez mais as empresas percebem a contribuição da
satisfação dos empregados. Esse novo olhar permite a troca de
informações, fomenta o diálogo e melhora o entendimento dos
princípios que regem a organização, resultando na motivação
de todos. “Hoje o indicador de sucesso de uma empresa não
se baseia apenas nos resultados do negócio, mas também na
satisfação de seus empregados. É uma relação ganha-ganha que
envolve maior engajamento e melhor produtividade”, disse a
palestrante.
“Desenvolver um ambiente colaborativo para ações de
comunicação interna cria oportunidades de diálogo, conecta
conhecimentos e motiva as pessoas. E é isso que estamos
buscando”, enfatiza o chefe-administrativo da Embrapa
Pecuária Sudeste, Rodolfo Godoy.
O papel das lideranças no processo de comunicação interna
foi apresentado como elemento-chave para a qualidade
do mesmo. Por meio de dados (ver box), Viviane lembrou
que ter o gestor como principal fonte de informação gera
credibilidade e confiança. Por isso, o líder deve apostar na comunicação face a face. “Valor e confiança não são construídos
por e-mail. Para tanto os líderes devem investir tempo para ouvir,
orientar e desenvolver uma relação de confiança com suas equipes.
Criar conexões verdadeiras”, afirmou.
Ainda segundo a palestrante, é papel das áreas de comunicação e
dos líderes trazerem relações da afetividade para o ambiente do
trabalho, valorizando as pessoas e seus objetivos. Esta nova forma de
relacionamento reforça o sentimento de pertencimento, contribuindo
para o desenvolvimento de trabalhos e a inovação nas empresas. 
As peculiaridades de se comunicar com as diferentes gerações (de
veteranos a geração Y) também foram abordadas. Cada uma das
gerações apresenta diferenças de estilo, contexto, atitude, táticas,
informações, velocidade e frequência de comunicação. Por isso, para o
sucesso no processo de feedback (retorno para o empregado), o gestor
deve considerar que as pessoas são diferentes e utilizar variadas táticas
de comunicação face a face, adequadas ao perfil de cada empregado.
Comunicação interna é habilidade estratégica para a organização
- O que faz as mudanças acontecerem de
verdade está em 55% consistência entre
o que liderança fala e faz, 30% processos
internos e 15% desenvolvimento de veículos
de comunicação (Kotler)
- Pessoas se lembram 9 vezes mais daquilo
que é dito pelo chefe do que aquilo que é
dito por meio dos veículos impressos
(JT Larkin)
- A ansiedade faz com que o ouvinte perca
de 20% a 80% do conteúdo da mensagem.
- Veículos são plano de contingência para
garantir alinhamento,
transparência e memória.
O processo de comunicação face a face traz
mais componentes que
simplesmente o conteúdo (palavras):
Palavras:
7%
Forma
(entonação, ritmo, timbre,
velocidade, volume): 38%
Fisiologia/ expressão corporal:
55 %
Foto: Larissa Morais